Fittipaldi lamenta sequência de problemas que custou pódio em Le Mans: “Estava voando”
Pietro Fittipaldi conseguiu impor bom ritmo a bordo do United #22 nas 24 Horas de Le Mans, mas questões de confiabilidade custaram o sonho de buscar o pódio
Apesar do ritmo claramente forte entre os carros da classe LMP2, Pietro Fittipaldi concluiu as 24 Horas de Le Mans, disputadas no último fim de semana, na sétima posição entre os 14 que terminaram a prova. O brasileiro comandou o United Autosports #22, que também teve Renger van der Zande e David Hansson, em uma prova marcada por dificuldades e recuperações constantes. Na reta final, quando ainda tinha chances de pódio, o time sofreu mais uma falha e abandonou o sonho de um top-3.
Durante a prova, o carro precisou ficar na garagem por cerca de seis minutos, o que prejudicou demais as chances na corrida. Fittipaldi explicou que a United tentava resolver um problema hidráulico, que afetava fortemente a pilotagem do #22 em curvas rápidas. Ainda que tenha conseguido voltar à pista, o trio naturalmente perdeu terreno na prova.
“Finalizamos em sétimo as 24 Horas de Le Mans, o que foi frustrante porque estávamos realmente muito rápidos”, lamentou Fittipaldi. “Tivemos um problema no sistema hidráulico, o volante estava basicamente ficando duro nas curvas rápidas, parava de virar. Então, você entrava em uma curva rápida e, do nada, o carro ia reto”, explicou.
No entanto, o ritmo do #22 era claramente um dos melhores na classe LMP2, principalmente com Pietro a bordo — o que tornava uma recuperação possível. O time ainda deu sorte com uma full course yellow, ativada já quando o carro estava no pit-lane, o que ajudou com uma parada menos custosa. No entanto, um problema de combustível no final encerrou de vez as chances.

“A gente precisou trocar essa peça no carro e levamos seis minutos. Perdemos duas voltas”, disse. “Ainda recuperamos uma volta e estávamos em quarto lugar, faltando 8h, com chance de pódio e um ritmo realmente muito bom, voando na pista. Aí, tivemos um problema de combustível que realmente tirou todas as nossas chances”, analisou.
No fim, Fittipaldi ainda conseguiu fazer algumas ultrapassagens para conquistar a sétima colocação, comprovando o ritmo do carro em Le Mans. Agora, o piloto destacou a necessidade de descansar, após aquela que é a maior prova do endurance mundial, e pregou foco nas 6 Horas de Watkins Glen, etapa do IMSA SportsCar deste fim de semana.
“Caí para décimo, ainda consegui passar alguns caras e terminei em sétimo. Tinha ritmo para ganhar a corrida, para falar a verdade, mas estou muito feliz com a oportunidade de correr pela United, pelo apoio de todos, meus patrocinadores. Fico feliz que a gente conseguiu mostrar um ótimo desempenho, fomos muito rápidos na pista e é sempre sensacional correr em Le Mans. Estou morto, cansado, são 36 horas acordado. Agora, é ir para o aeroporto e voltar para casa, que semana que vem tem Watkins Glen”, finalizou Fittipaldi.
Com a principal etapa do calendário devidamente encerrada, o WEC entra na segunda metade da temporada no dia 13 de julho, com as 6 Horas de São Paulo, no Autódromo de Interlagos. O evento terá cobertura IN LOCO do GRANDE PRÊMIO, que também transmite todas as etapas do campeonato AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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