10+: É 1º de abril – as grandes mentiras do esporte a motor
O GRANDE PRÊMIO aproveitou o ‘Dia da Mentira’ para trazer algumas das histórias mais malucas produzidas pela mídia, que foram publicadas ou para brincar com os leitores, ou como verdades e que se mostraram grandes farsas
Só que, além da produção de notícias inverídicas no primeiro dia de abril, outras informações surgem também ao longo da temporada como verdades absolutas, mas que se tornam grandes farsas no fim das contas, como autódromos que não saem do papel, acertos entre pilotos e equipes que nunca se concretizam e por aí. Por isso, o GRANDE PRÊMIO resolveu lembrar as dez grandes mentiras contadas e que ganharam as manchetes ao longo dos anos.
A lista vai desde uma supostas chantagem com Rubens Barrichello na Ferrari, passando por um regresso de Alain Prost à McLaren, assinatura de Lewis Hamilton com a Brawn e até Susie Wolff no lugar de um aposentado Felipe Massa.
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1. PREVENDO O FUTURO

2. SCHUMASSAUBER
No início de 2001, a imprensa italiana publicou a história que Michael Schumacher estava pensando já em expandir sua participação na F1. Segundos os jornalistas da Itália, o alemão estava cogitando seriamente a compra da Sauber, que na época tinha como pilotos Nick Heidfeld e Kimi Räikkönen. A equipe suíça atravessava uma fase financeiramente instável e estava prestes a perder o patrocínio da Red Bull.
O heptacampeão, entretanto, sempre negou o envolvimento com o time de Hinwil. Ainda assim, a história ganhou fôlego depois da frase do então empresário do alemão, Willi Weber, ser perguntado sobre o caso. "Não seria má ideia". Depois, acabaram colocando panos quentes no episódio.

O texto falava em sequestro da mãe de Rubens e até do cachorro da família — havia uma suposta transcrição da conversa entre a cúpula ferrarista e o brasileiro via rádio durante a polêmica corrida da Áustria de 2002. Isso tudo porque a esquadra italiana queria que Barrichello deixasse Michael Schumacher vencer a etapa em Zeltweg.
Logo depois da publicação, o erro foi constatado e o livro foi retirado de circulação.

4. HAMILTON EM BRACKLEY
Em 2009, o primeiro dia de abril começou com a notícia de que Lewis Hamilton, então na McLaren, havia acabado de assinar com a Brawn, a equipe de Ross, que surpreendentemente dominava aquela temporada com Jenson Button.

Também em 2009, o jornal 'O Estado de S. Paulo' publicou a informação de que o tricampeão Nelson Piquet estava adquirindo a BMW Sauber — a marca bávara estava decidida a deixar o Mundial no fim daquela temporada. Só que aqui não havia nada de 1º de abril.
O negócio jamais aconteceu.
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Sebastian Vettel finalmente está na Ferrari. Mas antes de ingressar na equipe italiana, o nome do tetracampeão foi vinculado diversas vezes a Maranello.
Na temporada de 2008 da F1, a revista 'Autosprint' publicou a assinatura entre a marca vermelha e a jovem promessa da Toro Rosso já para o ano seguinte. Como se sabe, em 2009, Vettel seguiu seu caminho com a Red Bull e por lá conquistou quatro títulos consecutivos, em 2010 e 2013.

Outra piadinha de 1º de abril envolveu um brasileiro. No ano passado, circulou a informação de que Felipe Massa havia decidido deixar a Williams e o automobilismo depois das ordens de equipe na Malásia. A escocesa Susie Wolff foi chamada para substituí-lo e assumir o carro da esquadra inglesa no restante do ano. Como se sabe, nada disso aconteceu.

Ainda no ano passado, saiu a notícia de que a equipe Red Bull da Stock Car havia entrado com protesto contra a vitória do estreante Felipe Fraga na Corrida de Duplas, realizada em Interlagos e que abriu a temporada 2014 da categoria. A alegação era de que o piloto ainda não tinha carteira de habilitação. Mas a informação não passava de uma brincadeira, porque o jovem piloto do Tocantins é patrocinado pela marca das bebidas energéticas.
9. EM 140 CARACTERES
A Red Bull, também afeita a brincadeiras, fez das suas no 1º de abril. E chegou a anunciar um volante em que os pilotos poderiam usá-lo não só para comunicação, controle de combustível e outros funções, mas também para tuitar.

A lista chega ao fim lembrando o triste desfecho do autódromo de Jacarepaguá, palco de corridas históricas da F1, da Indy e da MotoGP. A pista da Zona Oeste do Rio de Janeiro foi completamente destruída para abrigar parte do complexo Olímpico. O acordo era entregar para a cidade uma nova pista no lugar, no caso Deodoro, mas o projeto nunca saiu do papel.
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