5 coisas que aprendemos com o GP da Catalunha da F1 2026

Entre um Lewis Hamilton que voltou a aparecer no topo e um campeonato que soa mais aberto pelos problemas de confiabilidade da Mercedes, os principais aprendizados do GP de Barcelona-Catalunha

Quase dois anos depois, Lewis Hamilton, enfim, venceu. O heptacampeão mundial viu a estratégia da Ferrari, aliada com um safety-car virtual na hora certa, lhe ajudar a bater George Russell e vencer vestido de vermelho pela primeira vez na carreira. Com 41 anos de idade, reconheceu que o triunfo pela Scuderia foi um dos mais especiais dos seus 106.

George Russell, que largou da pole-position, foi o segundo colocado, mas novamente foi batido por Andrea Kimi Antonelli e só conseguiu reduzir a distância no Mundial porque o italiano sofreu uma quebra nas voltas finais. O piloto de 20 anos, por sinal, segue confortável na ponta do campeonato, mas agora com um sinal de atenção.

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Lando Norris completou o pódio, seguido por Max Verstappen. Gabriel Bortoleto, por sua vez, ficou fora dos pontos em mais uma ocasião.

O GRANDE PRÊMIO separou os principais aprendizados do dia:

Lewis Hamilton: quem é rei não perde a majestade

Muitos tentaram aposentar Lewis Hamilton. Em determinados momentos, não parecia absurdo. Trocar de equipe após 12 anos, conhecer uma estrutura nova e que não tem o histórico de vencedor recentemente seria uma tarefa muito árdua para o heptacampeão, que reconheceu que também duvidou das próprias capacidades. Porém, as coisas mudaram em 2026 e ele vai escrevendo a volta por cima.

A estratégia de parar três vezes no calor de Barcelona soou como loucura. Mas é justo dizer que, apesar de uma largada longe do esperado, o ritmo combinado por Lewis e Ferrari era bom o suficiente até para vencer mesmo sem a intervenção do safety-car virtual pelo abandono de Fernando Alonso.

Para sonhar com algo a mais, ainda é necessário ver a Ferrari passando a Mercedes em pista, mas o fim do jejum em Barcelona certamente foi um passo gigantesco para que a Scuderia tente se infiltrar com o heptacampeão lá na frente.

Mercedes falha na confiabilidade de novo e indica campeonato aberto

(Foto: Reprodução/F1)

Se o clima após o GP de Mônaco era de um Andrea Kimi Antonelli imparável, Barcelona trouxe uma arma que pode frear as pretensões do italiano: a confiabilidade da Mercedes. Pela segunda vez em três corridas, um dos carros da equipe alemã quebrou. Desta vez, o canhão foi apontado para Kimi, que estava no caminho para dar outro golpe gigantesco em George Russell.

É óbvio que a vantagem de 41 pontos para Lewis Hamilton e 50 para Russell é muito confortável para Antonelli, mas sabendo que a confiabilidade da Mercedes pode apresentar defeitos, ele pode ver essa diferença ganhando uma espécie de efeito sanfona se esse problema não for resolvido. Melhor para Lewis, que pode se apegar nisso para sonhar.

Norris vai ao pódio, mas McLaren leva golpe gigantesco em Barcelona

Pela segunda vez em 2026, Lando Norris foi ao pódio. O atual campeão mundial viu o top-3 cair no colo com o abandono de Andrea Kimi Antonelli, mas apesar de um troféu na prateleira que ajuda a consolidar a ótima temporada do inglês, o golpe em Barcelona por conta da vitória da Ferrari foi gigantesco na McLaren.

Afinal, o time brigou pela vitória em Miami contra a Mercedes e não conseguiu. Além de ver os italianos no topo do pódio, Lando não conseguiu superar Antonelli na pista apesar de ficar muito próximo. É um carro que, apesar dos problemas, rema muito, mas não consegue virar a chave para dar o salto necessário.

Verstappen corre sozinho em outro episódio melancólico da Red Bull

Bom, para quem não conseguiu ser competitivo por mais do que quatro metros em Mônaco, sair com o quarto lugar de Barcelona não é o fim do mundo para Max Verstappen, mas ainda é muito pouco. O sentimento é de que o neerlandês basicamente correu sozinho em Montmeló, sem perspectiva de brigar por alguma coisa a mais. O ponto positivo para a Red Bull foi pontuar bem com os dois carros, já que Isack Hadjar levou o sexto lugar mesmo com uma largada ruim.

Bortoleto desperdiça (mais uma) chance de pontuar

Por mais que não tenha alcançado o Q3, Gabriel Bortoleto estava em posição digna para pontuar com a Audi. Afinal, o time apresentou ritmo nos treinos livres e colocou Nico Hülkenberg no top-10 do grid. Aí, veio uma péssima largada que jogou o brasileiro para a 17ª posição. Mesmo tentando se recuperar e contando com vários abandonos, ainda foi insuficiente e ele ficou apenas em 11º.

A Audi demonstra ritmo em várias oportunidades, mas tanto Gabriel quanto Nico não conseguem explorar as melhores chances. Hoje, o alemão estaria no top-10 até uma brita simplesmente desligar o carro. Em algum momento, não teremos abandonos de Ferrari e Mercedes como hoje. É necessário aproveitar.

A Fórmula 1 volta de 26 a 28 de junho no GP da Áustria, oitavo da temporada 2026, no Red Bull Ring.

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