5 coisas que aprendemos no GP da Hungria, 13ª etapa da Fórmula 1 2024
Oscar Piastri puxou uma das dobradinhas mais conturbadas da história da McLaren. E por opção dela, diga-se. Lando Norris chegou em segundo depois de undercut e ordens de equipe, um caos. Max Verstappen e Lewis Hamilton reviveram 2021 e se encontraram na pista
O GP da Hungria entregou emoção e caos em excesso. Não foi fácil de acompanhar tudo que acontecia na corrida deste domingo (21) com alguns personagens centrais: a McLaren como um todo, Lewis Hamilton e Max Verstappen.
Os laranjas dominaram o fim de semana, mas deram um jeito de ocupar os noticiários da pior forma possível. A real é que a dobradinha ficou em último plano diante de tudo que aconteceu, do undercut bizarro de Lando Norris em Oscar Piastri até as ordens de equipe e a gritaria no rádio do inglês, que acabou aceitando e dando, na penúltima volta, a primeira vitória da carreira ao companheiro.
Hamilton e Verstappen tiveram os caminhos cruzados de novo. Na maior vibe 2021, os multicampeões batalharam muito e o inglês não quis saber de facilitar o trabalho para o neerlandês. No fim, se bateram, outra vez, depois de Max travar tudo para tentar mergulhar na curva 1. A Red Bull #1 foi catapultada, uma cena que lembrou bastante o GP da Itália daquele ano do primeiro título de Verstappen. Só que o fim foi diferente: ninguém abandonou, Lewis no pódio e Max em quinto, logo atrás de Charles Leclerc e na frente de Carlos Sainz, Sergio Pérez e George Russell.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Hungria, 13ª etapa da Fórmula 1 2024:

McLaren transforma dobradinha em momento de constrangimento mundial
É muito complicado escrever sobre o que aconteceu com a McLaren no domingo. A parte boa é que o domínio técnico continua em dia e isso se refletiu na dobradinha no resultado final. Mas só isso de bom. O time britânico pegou uma supremacia na Hungria e resolveu transformar em um caos interno daqueles. E, diga-se, por escolha própria. Estava tudo prontinho para Piastri vencer bem, com Norris em segundo, mas a McLaren quis avacalhar. Na primeira janela de paradas, tentou um undercut, não conseguiu. Disse que estava marcando Hamilton (?), o quarto colocado. Na segunda, novo undercut, mas com sucesso. A explicação parecia clara: estavam priorizando o piloto que teoricamente tem ainda chances de título. Errado, dali em diante começou um festival de rádios mandando Lando devolver a posição, dizendo que o time se enganou e coisa do tipo. Ninguém faz conta lá? Não era mais fácil bater no peito e assumir o undercut pelo campeonato? Ficou terrivelmente feio, Oscar festejou envergonhado e chegou até a pedir desculpas por Norris ter perdido a corrida daquele jeito. Bizarro.
Verstappen perde estribeiras de novo em cenário adverso
Depois do acidente com Norris na Áustria, Verstappen voltou a sair da casinha na Hungria, novamente em cenário adverso. Brigando só por pódio, com problemas nos freios e uma estratégia incrivelmente equivocada da Red Bull, o neerlandês ficou possesso e, ao não conseguir passar Hamilton de jeito nenhum, perdeu a paciência, fritou tudo e se chocou de novo com o antigo rival. No rádio, um festival de palavrões de um tricampeão desconfortável como não se via fazia tempo.
Hamilton endurece duelo com Verstappen em ‘momento 2021’ na Hungria
Admita: deu vontade de ver mais Hamilton x Verstappen depois de hoje, né? Dois gênios do esporte que, na Hungria, estavam em condições técnicas parecidas. Lewis não quis saber desse papinho de deixar Max passar porque estava mais rápido e pronto. Endureceu, usou a pista toda, fez o que dava. No fim, os dois bateram, estava na cara, em lance que os comissários consideraram de corrida, mas que Lewis “poderia ter feito mais para evitar”. Respeitosamente, discordamos, diante da fritura total de pneus de Max e pela situação na curva 1.
Ferrari aproveita chances, mas falta de ritmo é escandalosa
No frio dos números, o fim de semana da Ferrari na Hungria foi mediano. Acontece que mediano não servia para a etapa. Os italianos apostavam na reação em Budapeste, afinal, se o carro perdeu a capacidade de andar em altas velocidades, as chances de ter algo estavam em uma pista mais travada e técnica. Nem pódio rolou, o ritmo é impressionantemente fraco. Hora de repensar totalmente o projeto, não tem jeito.

Hungria prova que pista técnica também faz corrida boa
Nem Interlagos é 100% de aproveitamento, mas é impressionante como a Hungria, quase que anualmente, entrega corridas mais interessantes que muita pista celebrada no calendário da F1. Isso só mostra como há um preconceito tacanho com traçado mais técnicos e travados. Quer passar? Vai na marra. Errou? Grama e muro te esperam. Não é de graça que tantas vezes o caos reina por lá. Etapa necessária.
A Fórmula 1 volta já no fim de semana que vem, de 26 a 28 de julho, em Spa-Francorchamps, para a disputa do GP da Bélgica.
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