5 coisas que aprendemos no GP do Japão, 16ª etapa da Fórmula 1 2023
A Red Bull fechou a conta do Mundial de Construtores e garantiu o hexa num GP do Japão espetacular de Max Verstappen e desastroso de Sergio Pérez, que ajuda a explicar bem a temporada 2023 da F1
A Red Bull garantiu o hexa do Mundial de Construtores em mais uma atuação de gala de Max Verstappen e outra performance dominante do RB19, um dos carros mais dominantes da história, desta vez no GP do Japão. Só que, neste domingo (24), o time ainda teve de aguentar uma atuação tenebrosa de Sergio Pérez, cada vez mais longe do nível esperado para uma equipe de ponta.
A corrida em Suzuka ainda teve pódio duplo de uma McLaren que sonha cada vez mais alto, com Lando Norris em segundo e Oscar Piastri em terceiro, no primeiro top-3 em sua temporada de novato na F1.
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Ferrari e Mercedes brigaram firme por cada ponto que vale o vice dos Construtores. Charles Leclerc puxou uma fila com Lewis Hamilton, Carlos Sainz e George Russell, do quarto ao sétimo, respectivamente. Fernando Alonso foi oitavo em uma Aston Martin cada vez mais medonha e as Alpine, com a equipe fazendo nova trapalhada, fecharam a zona de pontos.
Diante deste cenário, o GRANDE PRÊMIO aponta cinco coisas que aprendemos na 16ª etapa da F1 2023, no Japão:

GP do Japão é simbólico: Red Bull faz temporada histórica apesar de Pérez
Pérez ser vice-líder da F1 2023 só mostra como a Red Bull vive um ano absolutamente especial. No Japão, o mexicano teve um dia bizarro, com erro na largada, punição por infração em safety-car, punição por acidente, abandono duplo. E mesmo assim o time fechou a conta do Mundial de Construtores pelos pontos conquistados por Verstappen. É claro que não foi a prova em Suzuka que definiu os rumos da temporada, mas o quão simbólico foi ter sido deste exato jeito, hein?
Pódio duplo faz McLaren sonhar alto, ainda que pegar Red Bull pareça impossível
A McLaren está saindo do Japão falando em pegar a Red Bull e, tudo bem, sabemos que é praticamente impossível, mas vale sonhar, sabe? Não custa nada e o time laranja é, hoje, quem mais dá sinais de que pode crescer a ponto de desafiar os agora hexacampeões. Com Norris e Piastri, a McLaren tem uma dupla jovem e talentosa e o carro não para de melhorar. Olhando para 2023, a Aston Martin tende a ser atropelada em breve também nos pontos.

Ferrari e Mercedes travam duelo em prévia da briga pelo vice dos Construtores
Ferrari e Mercedes passaram bem longe do protagonismo em Suzuka, mas estiveram envolvidas em uma briga intensa que reflete também o que é o campeonato. A Ferrari parece melhor em classificação, a Mercedes consegue chegar em corridas e a batalha está armada. No Japão, vantagem leve para os italianos, que encostam cada vez mais na pontuação. E talvez hoje sejam os favoritos ao vice do Mundial.
Nem Alonso vai evitar Aston Martin de deixar top-4
Alonso teve uma boa performance no Japão, segurou as Alpine, mas é muito pouco para quem vinha como segunda força da temporada. A realidade bateu e a Aston Martin está prestes a cair para quinto no Mundial de Construtores e, em performance, é capaz até de oscilar mais do que isso dependendo da pista. E o bicampeão vai começando a demonstrar insatisfação, parece que é o fim da era Fernandinho Paz e Amor.

Alpine erra com Gasly, Lawson abre 4×0 em Tsunoda e Sargeant…
Atrás de Alonso, a Alpine ainda protagonizou um momento bem estranho ao inverter Esteban Ocon e Pierre Gasly na última volta. É que Gasly passaria Ocon de qualquer forma caso o time não tivesse pedido a troca de posições, vinha com pneus bem mais novos. Pierre não curtiu muito, mas respeitou a equipe, que arrumou mais sarna para se coçar.
Na AlphaTauri, na corrida em que pode ter se despedido da temporada, Liam Lawson ganhou de novo de Yuki Tsunoda e agora tem um sonoro 4×0 em posições de chegada contra o japonês, aumentando ainda mais os questionamentos: o neozelandês realmente não poderia ocupar um cockpit em 2024?
Por fim, a pobre da Williams. Logan Sargeant simplesmente não deixa mais os mecânicos do time em paz e, agora, soma quatro corridas acidentadas seguidas desde que a F1 voltou das férias. Na briga pela única vaga ainda em aberto no grid, o americano parece fazer de tudo para não ficar com ela. Melhor para Felipe Drugovich e quem mais sonhar com um carro para 2024.
A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 6 e 8 de outubro, para a disputa do GP do Catar, e o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.
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