Newey compara Aston Martin com início da Red Bull na F1: “Duvidam que podem vencer”
Adrian Newey ainda analisou o cenário da Fórmula 1 para o novo regulamento de 2026, apostando que "as mesmas equipes tendem a continuar no topo"
Adrian Newey deu mais detalhes sobre como tem sido trabalhar na Aston Martin ao longo dos últimos meses e admitiu que não faz a menor ideia se a equipe está se preparando de maneira adequada para o regulamento de 2026 da Fórmula 1. O projetista ainda comparou a fase atual junto da equipe esmeraldina com aquela vivida com a Red Bull em 2006, quando os taurinos estavam dando os primeiros passos na categoria.
O ‘Mago da Aerodinâmica’ foi responsável por desenvolver carros vencedores nas passagens por Williams, McLaren e também no time de Milton Keynes. Após a crise interna envolvendo Christian Horner, o engenheiro decidiu arrumar as malas e desembarcou na escuderia comandada por Lawrence Stroll, onde trabalha desde o início de março focado completamente no bólido de 2026 — ano em que um novo regulamento entra em vigor na categoria.
Durante uma participação no podcast James Allen On F1, Newey foi questionado sobre como a Aston Martin tem se preparado para as novas regras, que incluem mudanças robustas tanto na parte das unidades de potência quanto na questão aerodinâmica. “Comecei em março. Difícil de avaliar”, apontou.
“Por causa dessa grande mudança no regulamento, todo mundo meio que passa por um recomeço. As chances são de que as principais equipes deste ano serão também as principais no próximo. Mas, de vez em quando, há uma pequena ruptura, digamos assim. Isso aconteceu da última vez que houve uma grande mudança no regulamento, em 2009, quando Ferrari e McLaren, que eram as grandes de 2008, tropeçaram, e Brawn [GP] e Red Bull avançaram. Então, isso acontece, mas em geral, as mesmas equipes tendem a continuar no topo”, analisou o britânico de 66 anos.

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“Mas acho que o principal ponto é quando você pergunta: como está indo? A verdade honesta é que não faço ideia. Porque, com esse recomeço, não sabemos se estamos indo bem, mal ou mais ou menos em relação à concorrência, já que não temos conhecimento do que eles estão fazendo”, sublinhou, antes de falar sobre o aspecto cultural que está envolvido em todo esse processo.
“Sobre essa questão de como as coisas estão indo, também há um aspecto cultural. A Red Bull, quando comecei, era o que restava da Jaguar, que esteve sob a gestão da Ford por muitos anos e nunca teve sucesso significativo, então as pessoas começaram a perder a crença de que poderiam vencer uma corrida”, afirmou.
“Quando deixamos de acreditar que somos capazes de fazer isso, tudo começa a dar errado, porque surge a complacência, entra a preguiça e a falta de autoconfiança começa a se infiltrar. E, se não tomarmos cuidado, pode surgir também uma cultura de culpar os outros. Então, isso foi algo bastante difícil de mudar na Red Bull. Não vou dizer muito, mas há um certo déjà vu neste momento”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 7 a 9 de novembro direto do autódromo de Interlagos, no GP de São Paulo, que recebe a 21ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades IN LOCO.
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