Albon admite “choque” com ponto, mas vê Williams capaz de manter nível: “Animado!”
Alexander Albon chegou pessimista ao GP do Bahrein e achou que teria o pior carro do grid. Mas a Williams rendeu bem e chegou até ao primeiro ponto do ano
A maior disparidade entre expectativa própria e realidade do GP do Bahrein de Fórmula 1 veio da Williams. Alexander Albon chegou ao fim de semana dizendo abertamente que esperava contar com o pior carro do grid e que pontuar só era possível com muita sorte. No fim das contas, Albon teve um carro bem superior ao que imaginava e anotou o primeiro ponto do campeonato com o décimo lugar. Agora, está animado.
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É verdade que a sorte até apareceu mesmo, sobretudo com o abandono de Charles Leclerc. A McLaren teve seus problemas de confiabilidade, assim como a Alpine cometeu erros com Esteban Ocon, mas nada garante que essas duas seriam tão melhores assim na comparação ao piloto tailandês. A Williams se mostrou capaz de brigar por pontos, enfim, ainda que numa corrida difícil.
“Meio que um choque”, admitiu. “Largamos muito bem, subimos algumas posições e tínhamos ótima estratégia, além de termos sido bem flexíveis. Se alguém tivesse me dito antes do fim de semana que terminaríamos nos pontos, eu teria… Bem, não sei o que eu teria feito, mas foi muito especial! E não só para mim, mas Logan também estava bastante rápido. Estávamos brigando o tempo todo”, comemorou.

“Foi uma corrida complicada. Os ventos fizeram os carros, acho que todos eles, ficarem mais desconectados que no dia anterior. Especialmente quando estávamos andando com baixo downforce, quando era ainda mais difícil. Ter o ritmo que tínhamos sob essas circunstâncias, tenho de dizer que estou muito orgulhoso”, seguiu.
“Podemos olhar para a Aston Martin e o trabalho incrível que fizeram. É difícil olhar para a gente da mesma forma, porque não estamos no pódio, mas também avançamos bastante. Quando avaliam nosso time em comparação à posição em que estávamos ano passado, tenho de dizer que fizemos um grande trabalho. Claro que ajuda o fato de termos um carro confiável, mas marcamos pontos na primeira corrida”, falou.
A questão agora se torna a possibilidade da Williams manter este nível de rendimento frente às competidoras nas próximas corridas. Há ainda outra questão: em ritmo de classificação, a Albon passou com sobras ao Q2 e só terminou em 15º porque escolheu dar somente uma volta rápida e acabou errando nela. Senão, largaria um pouco mais adiante, muito provavelmente.
“Acredito que sim. Não diria isso antes do fim de semana, mas depois dele, quem sabe? Ficamos atrás do que devíamos na classificação, era para ter largado mais na frente, na minha opinião. Teria tornado nossa corrida muito mais fácil, mas progresso é assim. Estou animado. Não quero ser muito otimista, mas, por outro lado, sabemos que temos algumas coisas [novas] para as próximas corridas e podemos avançar. Veremos”, finalizou.
A Fórmula 1 continua a temporada com o GP da Arábia Saudita, no circuito de rua de Jedá, entre os dias 17 e 19 de março.
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