F1

Alonso se vê como “melhor piloto do mundo”, mas diz que é “difícil demonstrar isso na F1”

De volta à F1 para os testes coletivos do Bahrein, Fernando Alonso comentou sobre o desafio de vencer a Tríplice Coroa, e que ainda se sente como o melhor piloto do mundo. E ainda descartou a possibilidade de se aposentar enquanto não encontrar um piloto mais rápido do que ele utilizando o mesmo carro

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Fernando Alonso retornou ao cockpit de um F1 nesta semana. Após deixar o posto de piloto titular da categoria ao final do ano passado, o  bicampeão do mundo participou dos testes coletivos, realizados no Bahrein. O espanhol assumiu o carro da McLaren como parte do programa de pneus da Pirelli.

Ainda se dedicando ao WEC e se preparando para competir na Indy 500, que acontece em maio, o piloto de 37 anos afirmou que ainda acredita que é o melhor piloto do mundo, inclusive citando que a temporada de 2018, pela McLaren, foi a mais forte de sua carreira, já que superou o companheiro de equipe Stoffel Vandoorne em todas as sessões de classificação.

"Eu acho que sou. Acho que todo mundo pensa que é o melhor, mas é difícil de provar, especialmente na Fórmula 1. Ou você está com o pacote certo na temporada, ou não pode provar", disse Alonso ao site 'RaceFans'. "Eu fui competitivo por muitos anos na F1, sortudo o bastante pra vencer campeonatos. Até a minha última temporada foi provavelmente a minha mais forte, com 21-0 na classificação sobre o meu companheiro de equipe, coisa que nunca fiz na minha carreira", citou.
Fernando Alonso (Foto: Twitter)
Alonso sempre deixou claro o objetivo de conquistar a 'Tríplice Coroa' do automobilismo, formada por vitorias no GP de Mônaco, 24h de LeMans e Indy 500. Apesar da meta, o espanhol contou que não tem vontade de se aposentar das pistas enquanto não ver outro piloto mais rápido que ele com o mesmo equipamento.
 
"Agora, vencendo as 24 Horas de LeMans, Daytona, Sebring, esperando ser competitivo na Indy 500, e outras coisas que posso fazer fora do asfalto, é algo que provavelmente não tem precedência no esporte. Estou procurando por desafios", declarou. "Enquanto eu tiver forças pra fazer e me sentir competitivo, eu vou continuar. Talvez um dia eu entre em um F1 e tem um cara com o mesmo carro que é mais rápido que eu. Ou ,eu entro em outro carro e um cara é mais rápido que eu com o mesmo carro. Até onde sei, isso nunca aconteceu, então vou continuar pilotando", concluiu.