Alpine explica quebras e revela que bomba d’agua foi “dor de cabeça” na F1 2022

Bruno Famin, chefe de motores da Alpine, explicou que a maior parte dos problemas de confiabilidade da equipe na temporada de 2022 da Fórmula 1 veio por conta de peças auxiliares da unidade de potência, principalmente na bomba d'água

A Alpine teria conquistado o quarto lugar no Mundial de Construtores da Fórmula 1 com muito mais facilidade não fossem os inúmeros problemas de confiabilidade em 2022. A maior parte das quebras aconteceu na unidade de potência de Fernando Alonso, que chegou a afirmar que as falhas eram “inaceitáveis”. Bruno Famin, diretor de motores da Alpine, revelou que as causas destas quebras normalmente não estavam relacionadas ao motor em si, mas sim ao design de certas peças auxiliares.

“Não temos problemas realmente importantes no motor em si, no motor de combustão interna. Tivemos problemas em Singapura, o que é fato. Foi muito estranho na verdade, porque tivemos dois problemas diferentes em oito voltas de diferença, algo incrível, mas nós tivemos. Todos os outros problemas que tivemos foram muito mais de peças auxiliares: bomba de água, bomba de combustível. E isso é algo que estamos bastante otimistas de que seremos capazes de resolver em 23”, relatou Famin.

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Fernando Alonso abandonou o GP de Singapura quando vinha em sexto lugar (Foto: reprodução/F1TV)

O francês, que chegou ao time de Enstone no início de 2022, relatou que o foco em sua primeira temporada foi na performance da unidade de potência, e não na confiabilidade, já que seu desenvolvimento foi congelado na metade do ano. Agora, o foco é em resolver os problemas das peças auxiliares, principalmente a bomba d’água, que se mostrou uma verdadeira dor de cabeça para a Alpine.

“Acho que não vamos voltar atrás em nada. Nós vamos trabalhar e já estamos trabalhando muito nos detalhes, principalmente na parte auxiliar. A bomba de água tem sido uma dor de cabeça durante toda a temporada para nós. Melhoramos o máximo que podíamos em 2022, mas claramente não foi o suficiente. Foi o próprio conceito da bomba d’água que tivemos que mudar e vamos mudar para 2023. E aí realmente esperamos que o problema esteja resolvido”, disse Bruno.

“Estamos nos esforçando nos nossos processos de verificação e tentando melhorá-los e fazê-los da melhor maneira possível para ser muito melhor do que foi em 22. Se não o fizemos completamente em 2022, não era porque não queríamos isso. Foi porque preferimos focar no lado do desenvolvimento. O objetivo para 23 é com certeza manter o mesmo nível de desempenho e tornar tudo confiável”, concluiu o chefe de motores da Alpine.

A temporada de 2023 da Fórmula 1 se inicia no dia 5 de março, com o GP do Bahrein.

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