Análise: reação de Rosberg cria tensão e pode virar problema maior em 2016

A reação de Nico Rosberg, ainda que tardia, vem incomodando Lewis Hamilton, e isso pode representar uma dor de cabeça para a Mercedes no futuro, se realmente o alemão mantiver o mesmo nível de performance na pista e fora dela em 2016. Por isso, já nota-se uma pequena tensão dentro da equipe bicampeã da F1

De repente, Nico Rosberg acordou. E voltou a ser o combativo piloto da primeira metade de 2014. Agora bate de frente com Lewis Hamilton e vence. Só tem um problema: a competitiva performance veio tarde demais. E por quê? A questão que não quer calar também incomoda a Mercedes. 
 
Impondo um domínio ainda mais impressionante, especialmente na primeira parte da temporada, Hamilton garantiu o título – o terceiro da carreira na F1 – com quatro provas de antecedência, contando com um erro de Rosberg na corrida que lhe deu a taça. Até a etapa norte-americana, Nico havia sido uma presa fácil. 
 
Mas esse erro especificamente parece ter sido decisivo para a virada do alemão. A história do GP dos EUA mostrou um Rosberg derrotado. O piloto perdeu para o companheiro já na primeira curva, quando tomou um chega para lá. Depois, quando liderava e tinha a chance de prolongar a luta pela taça, escapou do traçado texano ainda escorregadio e permitiu o avanço do oponente, que pode então celebrar a conquista maior.
Lewis Hamilton comemorou muito a vitória e título em Austin (Foto: Getty Images)
Após a corrida no Texas, Nico ainda teve de enfrentar uma brincadeira nada saudável de Hamilton, que jogou o boné do segundo lugar em seu colo. Já na sala de entrevistas, o filho de Keke reclamou da postura excessivamente agressiva de Lewis na pista, lamentou o erro e culpou o vento. O britânico, por outro lado, ironizou as queixas e as desculpas nas declarações seguintes.
 
Aquilo não caíra bem. A Mercedes, no papel do chefe Toto Wolff, tentou apaziguar os ânimos, poupando cada lado e deixando claro que não há problemas entre os dois. Sempre político, o austríaco defendeu o arrojo do tricampeão, mas também soube entender o lamento do #6. Niki Lauda, por sua vez, pôs fogo ao criticar Rosberg. 
 
"Eu cheguei a dizer que Nico estava pilotando com raiva e não tenho certeza sobre isso, é o que, pessoalmente, eu vejo. Eu posso estar errado. Mas penso que Nico está ainda se desenvolvendo como piloto", afirmou o chefe da esquadra prateada. 

Só que as palavras e atitudes de Hamilton parecem ter provocado a ira no sempre contido Rosberg. Que passou também a contratacar fortemente – o que não é bem o seu estilo. E isso não só aos microfones, mas principalmente na pista. 

 
"Quando eu fui para o México, eu já tinha renovado as minhas motivações. Uma grande cidade, uma pista nova, ótima, um carro fantástico e mais algumas coisas que o Lewis disse após Austin me trouxeram motivação extra para virar a página e ganhar dele", disse o alemão.
 
"Eu tive de renascer. Austin foi uma etapa muito dura, além de tudo, eu perdi o campeonato lá. Doeu demais", completou. 
 
Dito e feito. No GP do México, Nico dominou os treinos, largou da pole, não deu chance e venceu. A história se repetiu no Brasil. Também saindo da posição de honra do grid — e pela quinta vez consecutiva em 2015 —, Rosberg foi soberano do começo ao fim da etapa em Interlagos, quase como fizera no ano passado. 
Rosberg e Hamilton na cerimônia do pódio (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Depois da corrida brasileira, Nico celebrou muito o triunfo, enquanto via o colega Lewis dizer que “algo mudou no carro da Mercedes e que precisa compreender a razão da mudança”. Ainda intrigado, o inglês também admitiu não saber o motivo para ter perdido velocidade “de uma outra para outra”, especialmente em classificação.
 
A questão é que, neste momento, nem mesmo Rosberg sabe explicar o motivo de tamanho desempenho. O chefe Wolff menos ainda. “Alguma coisa aconteceu”, disse o austríaco.
 
Ainda que pese a teoria de que Hamilton já não está tão concentrado assim, ele mesmo deixou claro que seu foco continua o mesmo, e isso é comprovado pelas discussões que vem travando com a equipe prateada no que diz respeito às estratégias. Lewis não gostou do comportamente da Mercedes ao impedir uma alteração na tática de paradas, e isso aconteceu tanto no Hermanos Rodríguez quanto em Interlagos. Pode-se dizer que a reação de Rosberg, ainda que tardia, está de fato incomodando.
 
E incomoda não só a Hamilton, mas a Mercedes também. Isso porque se Rosberg realmente ressurgiu como um forte, a tensão dentro da garagem prateada vai aumentar mais do que já está. Neste fim de temporada, a cúpula alemã apenas tenta minimizar as ironias e os comentários maldosos de cada lado, além da rivalidade, que pode retomar o caminho deixado no ano passado e realmente se tornar concreta.

O GP de Abu Dhabi, que enfim encerra o campeonato neste fim de semana, pode até ser a deixa do que esperar em 2016, uma vez que ambos vão correr livres e sem pressão. E pode também ser um vislumbre do que o próprio time alemão vai encontrar a partir da Austrália, no próximo ano.

 

Relacionadas

(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = “//connect.facebook.net/pt_BR/sdk.js#xfbml=1&version=v2.3”; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs);}(document, ‘script’, ‘facebook-jssdk’));

Lembram-se daquele carro conceito de 2017 que a Ferrari fez no começo do ano? Pois o pessoal da Asseto Corsa trabalhou…

Posted by Grande Prêmio on Quarta, 18 de novembro de 2015

PADDOCK GP EDIÇÃO #7: ASSISTA JÁ

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “8352893793”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 250;

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n<e.length;n++)if(child=e[n],e[n].id.substr(0,t.length)==t)return e[n];for(var c=0,n=1;nc&&(c=e[n].offsetWidth);return c>80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)<0?n+="px":n,cc.style.display="",s2.width=n,window.frameElement&&(s1.height=c2.offsetHeight+5+"px"),t=500,s1.width="100%"}rs(t)},200)}var c1=window.frameElement?window.frameElement:document.getElementById("crt_ftr"),c2=document.getElementById("crt_ftr"),s1=c1.style;s1.position="fixed",s1.bottom="-4px",s1.left="0px",window.frameElement&&(s1.height="0"),c2.style.textAlign="center",s1.zIndex="60000";var cc=document.getElementById("crt_cls"),s2=cc.parentNode.style;cc.onclick=function(){s1.display="none"};var t=0;rs(0);

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth < 970) ? 302357 : 302359;
document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!