Antonelli concorda com consultor da Red Bull e diz que “pressão seria menor” em equipe ‘B’
Há algumas semanas, Helmut Marko, consultor da Red Bull, demonstrou apoio a Andrea Kimi Antonelli em meio a momento difícil na Fórmula 1 e disse que o fato de a Mercedes não ter uma equipe secundária dificulta o desenvolvimento do italiano
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (28) e acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, em Zandvoort, palco do GP dos Países Baixos de Fórmula 1, Andrea Kimi Antonelli concordou com uma declaração recente de Helmut Marko, consultor da Red Bull, e admitiu que sente “muita pressão” em competir pela Mercedes. O italiano também não deixou de falar sobre o retorno de Valtteri Bottas ao grid com a Cadillac a partir da temporada 2026.
Após um início de ano promissor, o dono do W16 #12 passou a sofrer com a falta de ritmo do carro e só conseguiu pontuar em duas das últimas oito corridas — ainda que tenha conquistado o primeiro pódio da carreira no GP do Canadá. Na Hungria, ainda antes da pausa de verão, cruzou a linha de chegada em décimo e mostrou confiança de que poderia viver um “novo começo” a partir de agora na categoria.
Na tentativa de ajudar tanto Antonelli quanto George Russell, a escuderia comandada por Toto Wolff descartou a nova suspensão traseira que havia desenvolvido e voltou a utilizar a versão anterior — o que rendeu frutos. No entanto, durante a coletiva de imprensa na pista neerlandesa, o novato foi questionado sobre a dificuldade de comunicar à equipe quais eram os outros problemas que estava enfrentando com o bólido.
“Não foi realmente difícil, é só que, naquele momento, era complicado mudar tanto o carro para me ajudar — era mais sobre eu tentar mudar meu estilo de pilotagem, e a equipe estava muito ciente dos meus problemas, especialmente porque estava tendo dificuldades para expressar meu jeito de pilotar”, começou.

“Mas foi realmente difícil fazer uma mudança que me ajudasse, porque era praticamente impossível. E, desde que voltamos à suspensão antiga, de repente a confiança começou a voltar, e fiquei muito feliz com isso na Hungria. Mesmo que o resultado não tenha mostrado o real potencial, em termos de sensação eu estava muito mais contente, porque finalmente estava recuperando a confiança no carro. E, com sorte, essa segunda parte da temporada vai ser um crescimento constante e vamos conseguir alcançar ótimos resultados”, apostou Antonelli.
Em meio ao período complicado na temporada, Marko foi quem surpreendentemente apareceu para mostrar apoio. O consultor da Red Bull revelou que se encontrou com o italiano ainda no GP da Bélgica e chegou a dizer que o fato de a Mercedes não ter uma equipe secundária na F1 — como é o caso da Racing Bulls — prejudicava o desenvolvimento de Kimi, que já estreou sob enorme pressão.
“Claro, começar direto em uma equipe de ponta nem sempre é fácil, porque obviamente, correr pela Mercedes é um privilégio enorme, mas ao mesmo tempo você precisa entregar resultados, precisa fazer o trabalho”, declarou o #12, concordando com o austríacos de 82 anos. “Então, às vezes posso sentir muita pressão, mas estou muito feliz por ter começado na Mercedes”, sublinhou.
“Obviamente tive alguns momentos difíceis, mas a equipe sempre me apoiou muito. Tenho consciência de que não fiz o melhor trabalho, especialmente em alguns momentos da temporada, mas este ano serve principalmente para aprender. Claro que o objetivo é sempre ir à pista e vencer, mas ao mesmo tempo é importante se preparar para o próximo ano”, destacou.

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“Mas, definitivamente, se estivesse correndo em uma equipe secundária, haveria bem menos pressão. Mas, como disse antes, estou muito feliz por ter começado na Mercedes, porque posso aprender muito”, completou Antonelli, que não deixou de falar sobre a ida de Bottas para a Cadillac, já que o finlandês serviu como uma espécie de mentor desde que virou reserva das Flechas de Prata.
“Antes de qualquer coisa, estou muito feliz que ele conseguiu encontrar uma vaga para o próximo ano, então vai estar de volta ao grid. Com certeza vamos sentir falta dele, porque sempre foi muito prestativo, e ainda vai continuar na equipe até o fim da temporada, então isso é bom. Mas claro que é um pouco triste, embora eu esteja superfeliz por ele — e merece totalmente”, encerrou.
A F1 retorna neste fim de semana, de 29 a 31 de agosto, em Zandvoort , palco do GP dos Países Baixos, 15ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Zandvoort para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP dos Países Baixos de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Treino livre 2 | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Treino livre 3 | 06:30 | 08:30 | 10:30 | 11:30 |
| Classificação | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horários de Brasília
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