Ansioso com 2018 ao lado da Toro Rosso, chefe da Honda só mira evolução e mostra sinceridade: “Não há como piorar”

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO durante o fim de semana do GP do Brasil, Yusuke Hasegawa abriu o coração, ainda que não tenha revelado em qual nível espera ver a unidade de potência da Honda na próxima temporada. A única coisa que o engenheiro japonês espera, contudo, é caminhar adiante. Até porque o próprio reconhece que não há espaço mais para regredir

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A confirmação de Pierre Gasly e Brendon Hartley como a dupla de pilotos da Toro Rosso para 2018 faz com que a cúpula de Faenza já trabalhe com total afinco visando a próxima temporada. Não só o time italiano, satélite da Red Bull, mas também sua nova fornecedora de motores. Depois de três anos com muitos baixos e poucos altos na McLaren, a Honda ganhou novo fôlego e vai ser a nova parceira da escuderia taurina até o fim de 2020. Vida nova para a marca que tornou-se sinônimo de excelência no fim dos anos 1980, mas que virou motivo de chacota em razão do sem número de quebras e das queixas, sobretudo de Fernando Alonso.

 
Yusuke Hasegawa, que ocupa o posto de chefe de projeto da Honda desde o começo do ano passado, falou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO durante o fim de semana do GP do Brasil. Em Interlagos, o engenheiro mostrou simpatia e muita franqueza ao reconhecer que não há como a Honda entregar um motor pior em relação aos últimos três anos com a McLaren.
 
Ansioso com o novo momento para a fábrica de Sakura, Hasegawa já espera um passo em frente, ou alguns passos, embora não queira ainda especificar o quão longo vai ser esse salto adiante.
Yusuke Hasegawa se mostra mais otimista com o futuro ao lado da Toro Rosso (Foto: F1/Twitter)
"Primeiro de tudo, queremos manter o conceito do motor e continuar desenvolvendo. Essa vai ser a base. Claro que agora precisamos que evoluir. Não tem como piorar do nível em que estamos atualmente”, afirmou o engenheiro.
 
“Ainda preferimos não divulgar o nível que esperamos e onde estamos em relação a ele. É o mais importante para nós, que ninguém saiba”, salientou Hasegawa-san.
 
Soichiro Honda, fundador da marca que tornou-se símbolo de qualidade e vitórias tanto em carros de rua como também no esporte a motor, proferiu a célebre frase. “Muitas pessoas sonham com o sucesso. Para mim, o sucesso somente pode ser atingido através de repetidos fracassos e da introspecção. De fato, o sucesso representa aquele 1% de seu trabalho, que resulta exclusivamente dos 99% que são chamados de fracassos”.
Yusuke Hasegawa reconheceu que não há como o novo motor da Honda ser pior (Foto: Honda/LAT Photographic)
Mas Hasegawa deixou claro ao GP que o momento de fracassar definitivamente ficou para trás. A cobrança é grande, e imposta por ele próprio. 
 
"Claro que estamos enfrentando uma grande pressão, mas de mim mesmo. Se não atingirmos o nível próprio para a Honda, não faz sentido ficar na F1. Mas tenho certeza que faremos isso, eu confio nisso", disse.
 
Ao ser questionado sobre as recentes quebras de motor Renault nos carros da Toro Rosso, Hasegawa-san preferiu não falar muito a respeito. Mas entende que a nova parceira não tem feito nada de errado com as unidades de potência construídas em Viry-Châtillon — e que vão empurrar os carros da velha parceira McLaren a partir do ano que vem. 
 

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“Não tenho muita ideia, mas não acho que esteja", disse. "É muito difícil fazer alguma coisa diferente com a unidade de potência, especialmente com o MGU-H”, ponderou o engenheiro, esquivando-se da polêmica entre Toro Rosso e Renault, que explodiu no fim de semana do GP do Brasil

 
Longe das polêmicas e dos problemas, tudo o que a Honda e Yusuke Hasegawa querem para 2018, ao lado da Toro Rosso, é um ano de paz. E de alguma competitividade.
MELHOR DE 2017

COM TÍTULO EM TEMPORADA DIFÍCIL, MÁRQUEZ É PILOTO DO ANO

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