Após dois meses, Albers deixa chefia da Caterham por “motivos pessoais” e expõe crise da equipe

Com a notícia das oito equipes para a próxima temporada da F1, a saída do atual chefe da equipe, Christijan Albers, deixa claro uma crise na Caterham, que claramente não terá condições para permanecer na categoria por mais um ano

A Caterham sofrerá uma baixa antes do fim da temporada, e não é nenhum dos pilotos. Quem está de saída é Christijan Albers, o chefe da equipe, que estava no papel desde julho deste ano. A confirmação aconteceu logo após o GP da Itália, neste domingo (7).
 
Para assumir o cargo do holandês, quem será nomeado é Manfredi Ravetto, que antes já era gerente geral. A mudança será com efeitos imediatos.
 
De acordo com a breve declaração dada pelo dirigente, ele afirmou deixar a equipe por algumas questões pessoais. “Devido algumas razões pessoais e pensando em passar mais tempo com minha família, irei deixar meu cargo”,disse.
Christijan Albers deixa a Caterham (Foto: Getty Images)
Albers continuou declarando que trabalhou incessantemente nos últimos meses com toda a equipe para obter melhoras para o time e o carro, e pode se orgulhar de todo o avanço que alcançou durante o tempo em que ficou no comando.
 
“Nos últimos meses eu dediquei toda a minha energia para que a equipe se saísse da melhor maneira possível. Queria alcançar o melhor resultado possível para nossos investidores, patrocinadores e todas as pessoas envolvidas com a Caterham”, afirmou.

“Uma vez que trabalhei incansavelmente para reconstruir o time, ao mesmo tempo em que fazia atualizações para o carro. Com vista nisso, criamos uma melhor base para a equipe no futuro, e conseguimos alcançar grandes conquistas”, continuou.

 
Christijan Albers assumiu a equipe após a venda para um consórcio de investidores da Suíça e do Oriente Médio. Apesar de alegar assuntos pessoais, informações indicam que o real motivo da saída é que o acordo não acontecerá mais, com o dinheiro não vindo mais para a Caterham.

A saída de Albers se dá no mesmo momento em que Adam Parr, ex-presidente da Williams, revelou que a F1 vai passar por uma mudança estrutural: ter oito equipes com três carros, o que põe em xeque a sobrevivência da Caterham.

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