Às vésperas do GP do Brasil, prefeito faz vistoria e defende: “Interlagos é importante demais para não passar por reformulação”

Prefeito de São Paulo vistoriou nesta quarta-feira (4) a segunda fase das obras de modernização do Autódromo de Interlagos. Fernando Haddad defendeu a importância das obras e destacou que, cada vez mais, o equipamento é utilizado para outros fins, o que aumenta sua rentabilidade

A estrutura da F1 já começou a desembarcar em São Paulo, mas o circuito de Interlagos ainda recebe seus últimos ajustes para o GP do Brasil. Desta vez, entretanto, os pilotos vão encontrar um autódromo bastante diferente daquele que visitaram no ano passado.
 
Nesta quarta-feira (4), a Prefeitura de São Paulo entregou a segunda fase das obras de modernização do autódromo, que foram iniciadas ainda no ano passado. Desta vez, a SPObras, responsável pelos trabalhos em Interlagos, apresentou os edifícios de apoio, um antigo pedido dos times da F1.
Algumas das novas instalações do novo paddock de Interlagos (Foto: Juliana Tesser/Grande Prêmio)
No total, o edifício de apoio tem 4 mil m² e está destinado a receber as áreas técnicas das equipes e entidades esportivas. Em 2015, o prédio está com 80% de suas instalações completadas, com os 20% restantes sendo entregues apenas no próximo ano. 
 
 Além disso, o paddock de Interlagos também teve sua largura ampliada, deixando uma área de circulação de dez metros. A reforma também compreende a criação de uma galeria de serviços, por onde passará todo o cabeamento necessário para as provas, como cabos de energia e de dados, por exemplo, e com fornecimento energético próprio, o que garante o abastecimento elétrico do circuito em caso de blecaute na cidade.
 
A segunda fase da modernização de Interlagos conta, ainda, com um centro operacional de 3.500 m², que está divididos em seis pavimentos: um térreo, onde estão implantados quatro novos boxes; dois pavimentos superiores, destinados à ocupação multiuso; e três pavimentos inferiores, destinados às estruturas administrativas das entidades esportivas.
 
Após vistoriar as obras, Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, elogiou o que viu e ressaltou que a obra que está sendo feita hoje vai conservar Interlagos por muitos anos.
 
“Eu estou bastante satisfeito com os resultados preliminares, porque está completamente sintonizado com aquilo que foi discutido com as equipes técnicas”, disse Haddad. “Nós passamos o ano de 2013 praticamente inteiro discutindo qual que seria a melhor remodelação para o autódromo para atualizá-lo”, recordou. 
 
“No que diz respeito a pista, penso que o resultado é extraordinário. Os pilotos, todos, sem exceção, elogiaram muito as reformas que foram feitas”, citou. “Em relação aos boxes, eu penso que a solução que foi dada é a melhor. Eu tenho a impressão, embora não seja especialista, que o projeto original de mudar os boxes para a reta oposta não ficaria tão bom quanto a solução que foi apresentada. Isso acabou retardando um pouco o início das obras, mas trata-se de uma obra de muitos anos de duração. Esse equipamento vai ter uma longevidade muito grande, com a melhor solução técnica conseguida”, frisou. 
 
 Apesar do avanço feito até aqui, as obras continuam em 2016, quando serão feitos os novos boxes, que passarão a ter um pé direito de 3,86 metros, a cobertura do paddock e a reforma do centro de imprensa do circuito. 
 
“Nós terminaremos 2016 com um autódromo inteiramente reformulado, com a melhor tecnologia disponível, e um autódromo que cada vez mais afirma sua vocação multiuso, porque todos esses equipamentos se prestam a outras utilizações para a cidade”, lembrou Haddad. “O autódromo de Interlagos é importante demais para não passar por essa reformulação”, defendeu. 
Imagem da pista de Interlagos às vésperas do GP do Brasil (Foto: Juliana Tesser/Grande Prêmio)
“Agora o Lollapalooza veio para cá, daqui um mês vamos ter o Electric Daisy Carnival, que a previsão é atrair 160 mil pessoas em três dias, então nós podemos ter grandes eventos: quatro, cinco, seis grandes eventos por ano no autódromo, o que torna o equipamento rentável”, comentou o prefeito. “Esse equipamento sempre trouxe preocupação de sustentabilidade pela questão financeira, então hoje o equipamento é mais rentável, e, mais importante do que ser rentável ou não, é o uso pela comunidade”, avaliou. 
 
“Uma área dessas, em um lugar privilegiado, a 700 metros da estação da CPTM, que está interligando a Zona Leste e a Zona Norte por trilho, não podia ficar desatualizado como estava”, frisou. 
 
De acordo com o prefeito, a reforma em Interlagos não foi feita apenas para atender as exigências da F1, mas também para acompanhar a modernização da capital paulista.
 
“Não é só para o atendimento às exigências da F1, nós estamos atendendo as exigências de uma São Paulo mais moderna, que quer utilizar esse equipamento, inclusive, com outras finalidades”, defendeu. “Estou bastante satisfeito, porque penso que isso vai ser a regra daqui para frente. Não é por outra razão que tem atraído tantos empresários de outros setores do entretenimento”, completou.
 
Presente durante a coletiva de imprensa, Bernie Ecclestone também se mostrou satisfeito com o que viu, mas lembrou que as reformas eram um pedido antigo do Mundial.
 
“Pelo que eu vi, está muito, muito bom”, elogiou. “Não diria que estou surpreso, porque não estou surpreso. Isso foi prometido muitos anos atrás. Mas isso não tem nada a ver com o prefeito, não é culpa dele”, encerrou.

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