Aston Martin fala em novas descobertas e traça “metas agressivas” para carro de 2022

CEO da Aston Martin, Otmar Szafnauer disse que não é possível saber o estágio do trabalho de outras equipes para 2022, mas planeja ter carro "agressivo" na próxima temporada

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Conforme o campeonato de 2021 da Fórmula 1 vai chegando ao final, restando apenas quatro etapas para o encerramento da temporada, é natural que o pensamento das equipes — principalmente aquelas que não brigam na parte de cima da tabela — comece a se virar para 2022. No ano que vem, um novo regulamento técnico promete revolucionar a categoria, que terá carros que, em tese, terão condições de seguir mais de perto o oponente na frente, promovendo um maior número de momentos de emoção na pista. E o chefe de equipe da Aston Martin, Otmar Szafnauer, admitiu que o ponto de evolução das equipes ainda é incerto.

“É muito, mas muito difícil de dizer, porque você não sabe o que os outros times descobriram, e são segredos muito bem guardados”, disse o dirigente durante o fim de semana do GP da Cidade do México. “O que posso dizer é que definimos objetivos agressivos, mas aceitáveis, para nós mesmos. Estamos encontrando novas descobertas toda semana”, afirmou.

O chefe acredita que só será possível ver o nível alcançado pelas outras equipes a partir dos testes de pré-temporada, realizados em Barcelona e no Bahrein em 2022. O circuito de Sakhir, inclusive, marca a estreia da temporada, e será a primeira oportunidade de ver os carros de fato na pista, brigando por posições na corrida.

“Veremos no Bahrein ou até mesmo em Barcelona o que os outros têm feito”, continuou. “É realmente impossível de comparar, porque como eu disse, talvez os outros também tenham traçado objetivos agressivos e estejam cumprindo-os, e até excedendo — e ninguém vai te falar nada”, reconheceu.

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Sebastian Vettel somou pontos valiosos no México, terminando em sétimo lugar (Foto: Pedro Pardo/AFP)

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Em seu primeiro ano na Fórmula 1 sob o nome de Aston Martin, a escuderia vem apresentando um desempenho apenas mediano, ocupando o sétimo lugar no Mundial de Construtores. Em 2020, ainda sob a alcunha de Racing Point, a equipe conseguiu terminar no quarto lugar e ainda venceu o GP de Sakhir, na primeira vitória de Sergio Pérez na categoria. Szafnauer culpa as proibições no regulamento de um ano para o outro e a necessidade de focar no carro do ano que vem para explicar a queda de desempenho.

“Uma vez que a arquitetura foi congelada e as mudanças feitas, você só pode ir até certo ponto”, admitiu. “Então fizemos o melhor para recuperar um pouco de espaço. Mas ao mesmo tempo, tivemos que parar de investir no downforce para 2021 porque temos um orçamento limitado e também um tempo limitado no túnel de vento. Tivemos que mudar o foco para 2022, se não isso teria impactos na próxima temporada também”, disse, antes de completar.

“Gostaríamos de ter feito melhor, claro, mas sabemos a realidade de que não poderíamos avançar muito com os recursos limitados que temos”, afirmou. “E é necessário lembrar que a arquitetura foi congelada. Existem muitas coisas que poderiam ser tentadas com a arquitetura, mas não podíamos. Tínhamos esses dois tokens [de desenvolvimento] para usar, e foi isso”, encerrou.

A Aston Martin possui 68 pontos na tabela de classificação do campeonato, acima apenas de Williams (23), Alfa Romeo (11) e Haas (0). Destes, 42 foram marcados pelo tetracampeão mundial Sebastian Vettel, e os outros 26 por seu companheiro de equipe, Lance Stroll — que também é filho do dono da Aston Martin, Lawrence Stroll.

A próxima oportunidade que a equipe terá de somar pontos é o GP de São Paulo, que será disputado entre os dias 12 e 14 de novembro, com direito a cobertura especial e ‘in loco’ do GRANDE PRÊMIO, direto de Interlagos.

Esteban Ocon foi ensanduichado por Mick Schumacher e Yuki Tsunoda (Vídeo: Reprodução)
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