Aston Martin nega que GP do Japão serviu para “selar paz” com Honda

Diretor de pista da Aston Martin, Mike Krack garantiu não haver problemas em relação com Honda e que aperto de mãos entre dirigentes no Japão foi apenas sinal de respeito por corrida na casa da parceira

Mike Krack descartou a necessidade de uma reconciliação entre Aston Martin e Honda. Ao ser questionado se o aperto de mãos entre Lawrence Stroll — dono do time — e Koji Watanabe — presidente da divisão de corridas da montadora — antes do GP do Japão do último domingo (29) representou uma espécie de acordo de paz, o diretor de pista da equipe britânica garantiu que a relação entre as partes é boa apesar dos problemas vividos no início da nova era da Fórmula 1 e que o gesto foi apenas uma demonstração de respeito pela corrida na casa da parceira.

Watanabe esteve no grid de largada do Circuito de Suzuka e foi visto junto de Stroll e Fernando Alonso momentos antes do início da prova, que marcou a etapa em casa da Honda. O encontro rapidamente gerou interpretações de que poderia simbolizar um “tratado de paz” após eventuais tensões nos bastidores.

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Krack, porém, tratou de descartar essa leitura e garantiu que a relação entre as partes segue positiva. Segundo o dirigente, o gesto foi apenas um sinal de respeito ao parceiro japonês, especialmente em um fim de semana importante para a Honda.

“Não havia necessidade de fazer as pazes, porque temos uma boa relação. Sabíamos que era a corrida em casa do nosso parceiro. Temos muito respeito pela Honda e reconhecemos todo o trabalho feito para resolver os problemas que estamos enfrentando”, garantiu.

Lawrence Stroll e Koji Watanabe se encontraram momentos antes da largada em Suzuka (Foto: Aston Martin)

“Discutimos isso antes, ao longo da semana, e seguiremos debatendo nas próximas semanas também. Então não há necessidade de selar paz porque não há problemas”, seguiu.

Na corrida, Alonso foi capaz de receber a bandeira quadriculada pela primeira vez na temporada, em 18º, mesmo que ainda esteja sofrendo bastante com as vibrações causadas pelo motor. Lance Stroll, por outro lado, precisou abandonar na 33ª volta devido a um problema na pressão de água, ficando impedido de acumular uma quilometragem importante para o time de Silverstone.

Krack ressaltou que a equipe buscou, dentro das limitações, entregar o melhor resultado possível em Suzuka como forma de valorização da parceria.

“Para nós, também era uma questão de respeito tentar fazer tudo o que estivesse ao nosso alcance para terminar a corrida”, completou.

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