Senna, futebol, título e Neymar: Hamilton explica passo a passo da relação com Brasil

Lewis Hamilton está de volta ao Brasil, país pelo qual tem conhecido apreço e pretende passar muito tempo após deixar as pistas da Fórmula 1

MERCEDES E RED BULL VOLTAM A SE CUTUCAR + ENTREVISTAS EM SÃO PAULO | Paddock GP #266

A história não é exatamente uma novidade: Lewis Hamilton adora o Brasil. O hoje heptacampeão mundial de Fórmula 1 está em São Paulo para a etapa nacional da temporada 2021, retorno do Mundial ao país após dois anos, e esmiuçou a relação próxima que tem com o Brasil. Hamilton falou do título que conquistou no país, em 2008, e dos motivos pelos quais sempre se viu numa segunda casa quando por aqui.

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Em entrevista coletiva organizada pela patrocinadora principal da Mercedes, a Petronas, e da qual o GRANDE PRÊMIO participou, Hamilton tratou inicialmente do título mundial, o primeiro da vitoriosa carreira, conquistado em Interlagos e de forma dramática. A conquista veio de maneira dramática, com ultrapassagem na última volta sobre Timo Glock, para superar Felipe Massa na pontuação. Apesar disso, a juventude impediu que desfrutasse como deveria.

“É muito interessante, porque hoje mesmo eu estava vendo, nas redes sociais, um replay daquele parte da corrida, então consegui reviver o momento. Claro que há uma evolução, eu tinha 23 anos quando ganhei o título. Foi um momento especial, mas eu era muito jovem e acho que eu não curti tanto quanto eu gostaria. Mas agora eu tenho 36 anos, muito mais maduro na jornada da vida e muito mais consciente dos meus entornos. Sei bem quais os meus valores e lutas, mas, no fim das contas, ainda tem aquele piloto agressivo e ambicioso, embora uma versão diferente daquela”, apontou.

Lewis Hamilton conquistou o primeiro título na F1 de forma dramática e no Brasil, em 2008 (Foto: AFP)

Na mesma resposta, Lewis emendou uma lembrança que conectava a relação com o Brasil à conquista de 2008. Memória que envolve videogames e Ayrton Senna, além do calor da torcida.

“Lembro da primeira vez que vim ao Brasil… Cresci jogando jogos de futebol de videogame, e eu sempre joguei com o Brasil, adorava a cor da Seleção, o amarelo era parecido com meu capacete de corrida. E o Ayrton [Senna]. Mas eu nunca tive um contato mais próximo, pessoal, com o Brasil. Quando eu cheguei [pela primeira vez], fiquei muito emocionado. Toda vez que eu volto, vejo esse carinho dos fãs e entendo mais sobre a beleza do país”, apontou.

Já que falou de futebol, o piloto foi questionado sobre se acompanha o esporte e conhece os times. Não falou sobre as equipes brasileiras, particularmente, mas garante que acompanha o esporte – Hamilton é torcedor do Arsenal, na Inglaterra. E foi além: disse que acabara de conversar com o amigo Neymar e tem o interesse de assistir ao jogo entre Brasil e Colômbia, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, na noite desta quarta-feira, na Neo Química Arena, em São Paulo. Mostrou conhecer os expoentes brasileiros em outro esporte, ainda: o surfe.

Lewis Hamilton durante entrevista em São Paulo (Foto: Divulgação/Petronas)

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“Sempre falo com o Neymar e estava falando com ele hoje, inclusive, sei que vai jogar amanhã e quero muito ver o jogo dele. Tento assistir o máximo possível de futebol, sempre que eu consigo. Meu irmão joga muito FIFA e sempre que nós vamos escolher times [para jogar um contra o outro], meu irmão escolhe a Inglaterra e eu preciso escolher outro, e escolho o Brasil. Os jogadores brasileiros são impressionantes, sempre os mais talentosos no país. É uma paixão dos brasileiros. Mas sei que gostam muito também das corridas e do surfe, vocês têm surfistas incríveis: Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, e eu adoro assistir ao desempenho destes caras, é muito inspirador”, revelou.

Por fim, disse que tem sido convidado para passar férias no Brasil e que é algo que fará no futuro, uma vez que se aposentar das pistas da F1.

“Definitivamente, não é pressão. Tenho amor e afeto tão grandes pelo Brasil, é como se fosse meu lar. Queria voltar para o Natal, fui convidado algumas vezes seguidas para vir no Natal, e tem partes lindas do país que ainda quero conhecer. Imagino que, quando eu parar de correr, vou certamente passar bastante tempo no Brasil. Quero passar mais tempo no Rio de Janeiro, por exemplo. Mas não tem pressão a mais. Quando a gente chega na pista, a história de todos os grandes pilotos do passado está ali, e nós sentimos. É uma honra ser um dos únicos pilotos com oportunidade de pilotar nessa pista [pela F1].

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