Banco BayernLB afirma que deve processar Ecclestone por danos materiais na venda da F1

A entidade financeira espera conseguir R$ 900 milhões do dirigente ao afirmar que saiu perdendo no caso em que as ações da F1 teriam sido vendidas abaixo do preço de mercado para o grupo CVC

A rotina de julgamentos de Bernie Ecclestone está longe de acabar. Embora o processo movido pelo grupo Constantin, na Suprema Corte de Londres, deva ser finalizado nesta sexta-feira (13), o chefão da F1 pode voltar ao júri. É que o banco BayernLB disse que planeja entrar na justiça contra o dirigente e cobrar US$ 400 milhões (cerca de R$ 900 milhões) por causa de todo o imbróglio envolvendo as vendas do direito da F1.

“Nós podemos confirmar que o BayernLB está trabalhando em alta velocidade em acusações cíveis contra Ecclestone e espera processá-lo na Suprema Corte de Londres em janeiro de 2014”, declarou um representante do banco à agência de notícias ‘Reuters’.

Bernie Ecclestone pode voltar ao banco dos réus (Foto: Getty Images)

De acordo como o processo movido pelo grupo Constantin, Ecclestone está sendo acusado de ter pagado propina ao banqueiro Gerhard Gribkowsky para que ele avaliasse as ações da categoria abaixo do preço de mercado, o que facilitou a venda dos papeis do BayernLB ao grupo CVC.

O dirigente, por outro lado, se defende das acusações ao afirmar que pagou US$ 16 milhões (cerca de R$ 40 milhões) ao banqueiro, pois ele o estava ameaçando entregá-lo ao fisco britânico.

Embora a decisão da corte de Londres só deva sair no início de 2014, o caso do banco BayernLB pode nem sair do papel. É que o juiz do julgamento da Constantin já deu a entender que considera Ecclestone inocente. Em entrevista ao jornal inglês ‘The Guardian’, Justice Newey afirmou que a promotoria ainda não conseguiu provar que as ações da F1 de fato tenham sido vendidas abaixo do preço de mercado.

“Eu preciso dizer que acho a ideia de que a propina tenha sido paga para afastar os bancos mais plausível que a ideia de ela ter servido para arranjar um acordo no qual as ações forma vendidas abaixo do valor”, encerrou.

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