Barcelona ignora Madri e mantém confiança em renovação com F1: “No nosso ritmo”

A capital espanhola está confirmada na Fórmula 1 em 2026, último ano de contrato de Barcelona com a categoria. No entanto, o presidente do circuito está confiante na renovação

Mesmo com a confirmação de que Madri estará presente no calendário da Fórmula 1 a partir da temporada 2026, Barcelona segue confiante em uma renovação para além do contrato atual — que se encerra no mesmo ano. Presidente do Circuito da Catalunha, Roger Torrent garantiu que segue trabalhando em uma extensão do vínculo junto à categoria e garantiu que a entrada da capital espanhola não altera em nada as conversas.

“Temos um contrato até 2026 e estamos trabalhando, como Stefano Domenicali disse, em uma extensão deste contrato que nos permita ter a Fórmula 1 por muitos outros anos na Catalunha. Estamos conversando há algum tempo, mas seguimos nosso próprio ritmo. A relação entre F1 e Catalunha será decidida apenas pelas duas partes, não por outros elementos que nos façam acelerar as coisas e criar mais pressão”, garantiu ao site espanhol RAC1.

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“É uma relação positiva e que já dura há muitos anos”, frisou Torrent. “Com um novo impulso no circuito, mostramos a vontade de modernizar as instalações e fazer um grande evento. Faremos a corrida em 2024 e creio que a relação é positiva, excelente. Como disse Domenicali, é a base que nos faz trabalhar na renovação, algo que acredito que vai acontecer”, destacou.

Já imaginando que a nomenclatura de GP da Espanha será transferida a Madri, Torrent negou que isso seja um problema para Barcelona. Segundo ele, “não é segredo” que o circuito sempre esteve aberto a uma mudança de nome, e não seria isso que impediria uma renovação de contrato com a Fórmula 1.

Barcelona possui contrato com a F1 até 2026 (Foto: Pirelli)

“Para nós, o nome não é importante. Sabíamos que Madri poderia receber o nome de GP da Espanha, mas não é o mais importante para nós. Seria ‘colocar a carroça antes dos bois’. Teremos tempo para conversar, e não é segredo que sempre fomos abertos a uma mudança de nome. Não estamos preocupados”, assegurou.

Além disso, Torrent disse que não seria uma novidade para a F1 ter duas corridas na Espanha, sob nomes diferentes, no mesmo ano. A referência foi ao GP da Europa, sediado em Valência entre 2008 e 2012, que coexistiu com o GP da Espanha nas mesmas temporadas. O mesmo aconteceu em 1994 e 1997, quando a etapa europeia foi disputada em Jerez.

“Precisamos lembrar que já tivemos dois GPs que coexistiram na Espanha sob nomes diferentes. Então, para nós, não é uma questão que nos preocupe. Estamos trabalhando sobre fundações sólidas, queremos renovar, e o resto virá”, apontou.

A Fórmula 1 voltará a Madri a partir de 2026 (Foto: F1)

Em seu lobby para buscar a renovação com a Fórmula 1, Torrent argumentou que a pista está buscando se modernizar cada vez mais para receber a categoria e elogiou a presença do público nas últimas etapas. Segundo ele, a intenção é renovar por mais cinco anos, algo que cria mais “estabilidade” na relação entre as partes.

“Nós não avaliamos contratos de outras pistas, seja Madri ou qualquer outra. Estamos sujeitos a nosso próprio contrato e à cláusula de confidencialidade, que sempre vamos cumprir porque gera confiança. O que posso dizer é que criamos mais estabilidade ao negociar por cinco anos, porque estávamos renovando a cada ano e isso gera um certo risco de perder a F1”, admitiu.

“Conseguimos os cinco anos e ganhamos estabilidade, também de um ponto de vista financeiro. É nesta janela que queremos renovar, sem olhar para o que outras pistas estão fazendo. Estamos modernizando as instalações, algo que faltava, e vamos nos tornar o melhor circuito da Europa — e talvez do mundo. Tivemos grandes corridas aqui e recuperamos a presença de público nos níveis de 2007 e 2008, antes da crise financeira e no ápice de [Fernando] Alonso”, ressaltou.

Barcelona está confiante em uma renovação com a F1 (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)

Por fim, Torrent garantiu que a relação entre o Circuito de Barcelona e a Fórmula 1 é a melhor possível, o que gera otimismo em torno de uma renovação. Na opinião do político, a larga experiência da Catalunha, que está ininterruptamente na categoria desde 1991, a coloca em posição favorável na busca por uma extensão de contrato.

“Naturalmente, estou muito otimista e nada me faz pensar que vale a pena mudar neste momento. Nossa relação tem sido direta, sem problemas externos. Há muita pressão, muita competitividade — todos querem um GP de Fórmula 1, não é apenas Madri. Somos uma marca renovada, e isso tem um grande impacto”, afirmou.

“Temos uma corrida e a experiência de 33 anos. Temos um novo plano estratégico e um plano de modernização das estruturas. A Fórmula 1 está confortável conosco, e tentamos focar apenas em nossos próprios esforços”, finalizou.

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