Brawn diz que Liberty Media considera ampliar calendário da F1, mas busca “equilíbrio entre quantidade e qualidade”

Novo diretor esportivo da F1, Ross Brawn prefere, antes de qualquer projeto de expansão do calendário do Mundial, oferecer o apoio necessário para que as equipes fortaleçam sua estrutura de mecânicos e engenheiros para lidar com um cronograma maior que o existente hoje. E, acima de tudo, quer buscar um equilíbrio entre quantidade e a qualidade das corridas

 


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A chegada do Liberty Media como novo dono da F1 sugere que o calendário do Mundial pode ser ainda mais extenso no futuro. Na última temporada, a temporada foi a mais longa da história, com nada menos que 21 corridas. Com a saída do GP da Alemanha do cronograma deste ano, 2017 terá 20 GPs. Ainda assim, um número alto considerando a estrutura atual das equipes do grid.

 
Ross Brawn, novo diretor esportivo da F1, nomeado por Chase Carey, avisou que o Liberty Media considera ampliar o calendário do Mundial no futuro. Entretanto, o principal objetivo dos novos donos do esporte é garantir, acima de tudo, um equilíbrio entre quantidade e a qualidade das corridas. Mas não descartou realizar um calendário ainda mais extenso no futuro.
 
“Eles me pediram para pensar em qual seria o número máximo de corridas, e a primeira coisa que eu disse é que nós temos de buscar um equilíbrio entre qualidade e quantidade. Nós temos de garantir que não vamos aumentar as corridas apenas para elevar o número, as corridas têm de ter uma boa qualidade, em bons lugares e em lugares empolgantes”, declarou o executivo britânico em entrevista à emissora ESPN.

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Calendário inchado? Pois o Liberty Media considera ampliar ainda mais as temporadas da F1 (Foto: Force India)
“Também precisamos pensar sobre a frequência das corridas porque o equilíbrio de uma corrida em um fim de semana sim e outro não é perfeito”, sugeriu Brawn.
 
Contudo, o dirigente deixou claro que, neste momento, não é possível aumentar o calendário em razão das estruturas atuais das equipes da F1. 
 
“Há um ponto onde você precisa se unir às equipes, ajudá-los e apoiar o número extra de corridas. Porque 20 ou 21 é muito complicado para as tripulações e bem difícil para os engenheiros, complicado para todo mundo que viaja. Mas se você se preparar com duas tripulações e dois grupos de engenheiros e todo o resto, acredito que é o que a Nascar faz, então você pode fazer isso”, disse.
 
“Não há absolutamente motivo nenhum para não termos mais corridas, mas você não pode ter mais corridas com a mesma estrutura que os times têm agora porque isso simplesmente os quebraria”, complementou o novo diretor esportivo da F1.
 
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