Button credita quarto lugar à estratégia e relembra pai: “Estaria com um grande sorriso no rosto”

Quarto colocado, piloto da McLaren elogiou inteligência e estratégia da equipe para chegar ao quarto lugar depois de ter largado em décimo, e falou a respeito de homenagem ao pai, morto em janeiro: “Eles estavam vestindo suas pequenas camisas rosas, significou muito”

 

Jenson Button apareceu pouco na transmissão da TV durante o GP da Austrália, etapa que abriu a temporada 2014 da F1. Mas, como de costume, o discreto inglês exibiu pilotagem segura e consistente e, na base da inteligência e da estratégia, conseguiu pular da décima posição no grid para o quarto lugar, bem perto de duelar por um lugar no pódio.
 
Para o campeão mundial de 2009, a estratégia da McLaren foi fundamental na conquista do bom resultado – com o terceiro lugar do estreante Kevin Magnussen, a equipe de Woking abre a temporada 2014 com uma inesperada liderança entre os Construtores.

Jenson Button, quarto colocado (Foto: Getty Images)

“Largando em décimo, você sempre vai ter alguns problemas e dizer aos caras ‘quero ter uma boa largada’. É o lugar mais fácil para ganhar posições, mas também é fácil ser atingido, especialmente do jeito que os carros freiam”, explicou Button. “Sempre temos muitos acidentes na primeira volta, então, na verdade, procurei tomar cuidado.”
 
“Mas foi uma corrida adorável, e a equipe fez um ótimo trabalho nos pit-stops”, prosseguiu, elogiando a estratégia usada pelo time “Além disso, quando as placas de segurança apareceram, fui rapidamente para os pits, o que fez uma grande diferença.”
 
Button também brincou a respeito de um curioso problema por ele enfrentado: durante o último pit-stop, o mecânico à frente do carro acertou o ‘macaco’ no bico de sua McLaren e abriu um buraco bem na ponta do ‘Bico de Gonzo’, algo no mínimo engraçado.
 
“Não era o carro mais bonito no fim da corrida, mas foi um carro adorável no final. No último stint, não tive que economizar combustível, pressionei o máximo que eu podia para alcançar Kevin e Daniel, mas já não tinha pneus o suficiente, eles estavam muito velhos."
 
Por fim, Button relembrou seu pai, John Button, encontrado morto no último mês de janeiro. Desde a estreia do inglês na F1, em 2000, John havia perdido somente uma corrida ao lado do filho, e por problemas de saúde. A ausência foi sentida, apesar da discrição do piloto inglês, mas a McLaren fez a ele uma bonita homenagem: usaram camisas rosas, ao melhor estilo das usadas por Button-pai na imensa maioria dos GPs em que compareceu.
 
“Tem sido um fim de semana difícil e emocional. Não sou o tipo de pessoa que gosta de mostrar na frente das câmeras da TV, não acho que seja certo. Por trás delas, é muito, muito difícil, mas tenho tido um grande apoio do paddock, de minha família, amigos e todos os caras dentro do time”, explicou Jenson. “Eles estavam vestindo suas pequenas camisas rosas, e isso realmente significou muito para mim”, destacou.
 
“Ele estaria com um grande sorriso no rosto olhando para baixo e sabendo que todos estão falando sobre ele bem agora. Ele amaria isso”, encerrou o emocionado Button.

 

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