CEO explica tática da McLaren para desestabilizar rivais “em todos os níveis” na F1

CEO da McLaren, Zak Brown falou sobre como funcionam os jogos mentais na Fórmula 1 e até mencionou brevemente Christian Horner, ex-chefe da Red Bull

CEO da McLaren, Zak Brown explicou como funcionam as disputas políticias nos bastidores da Fórmula 1 e afirmou que todos sempre estão buscando criar estratégias para desestabilizar os adversários — algo comum até mesmo entre os pilotos. O dirigente também falou da ausência de Christian Horner no paddock, apostando que o ex-chefe da Red Bull vai voltar ao esporte no futuro.

Ao longo dos últimos anos, o empresário estadunidense se tornou um dos personagens mais vocais dentro da categoria, principalmente após a retomada da equipe papaia, que venceu o Mundial de Construtores em 2024 e 2025. E os maiores embates envolveram a marca de bebidas energéticas, contra quem já apelou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que não tivesse o direito de ter dois times no grid.

No entanto, em entrevista à rádio britânica talkSPORT, Brown revelou que essa é uma tática utilizada para tentar enfraquecer as principais rivais, já que, de acordo com ele, a concorrência está “em todos os lugares”. “Porque depende do que se trata: pilotos, equipes, patrocinadores, funcionários”, começou.

“Estamos lutando duro, o que acho que é uma das coisas que Drive to Survive (série da Netflix) mostra tão bem. No nosso esporte, a competição fora da pista é tão grande quanto dentro dela, e é muito política. Não sou especialista em outros esportes, mas, no nosso, estamos tentando desestabilizar as outras equipes. Então não estamos apenas tentando tornar a nossa equipe o mais forte possível”, seguiu.

CEO da McLaren voltou a falar dos jogos mentais que existe na F1 (Foto: Clive Rose/Getty Images)

“E é possível ver isso com os pilotos, certo? Eles falam mal uns dos outros, e isso é tudo psicológico, para tentar entrar na cabeça um do outro, e fazemos isso em todos os níveis”, explicou Brown, que voltou a ser questionado se a ausência do Horner faz falta à F1.

“Sim, no sentido de que foi um chefe de equipe inacreditável. Obviamente, as coisas saíram do rumo nos últimos anos, mas acho que vai voltar. Mas acredito que o esporte é cheio de personagens: bons, maus, de todo tipo. É isso que torna o esporte fascinante”, encerrou o CEO da McLaren.

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