Chefão da F1 atribui queda em valor da premiação às equipes a investimento em longo prazo: “Não existe almoço grátis”

Na visão de Chase Carey, é preciso investir pesado neste momento pensando num projeto de crescimento em longo prazo. Por isso, todos devem trabalhar por um bem comum, tanto o Liberty Media como também as equipes: “Está claro que eles gostariam de crescer sem investimentos. Mas o mundo não funciona desta forma”, pregou o executivo norte-americano

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Definitivamente, a F1 vive uma nova era com a chegada do Liberty Media à frente da categoria. Mais do que uma simples mudança de gestão, o grupo norte-americano implementou uma filosofia muito distinta em relação a Bernie Ecclestone. Focada em entretenimento e comunicação digital, a empresa, capitaneada por Chase Carey, busca um maior engajamento com os fãs para tornar o esporte em si mais atraente e, também, mais rentável. Para alcançar seus objetivos, o diretor-executivo deixou claro que tem traçado um plano de investimentos em longo prazo.

 
O amplo investimento em novas plataformas de marketing vem na contramão de uma queda de 13% no valor da premiação às equipes ofertada nesta temporada. A quantia distribuída aos times neste ano, um total de US$ 273 milhões (ou R$ 890 mi), é um pouco menor que os US$ 316 milhões, pouco mis de R$ 1 bilhão.
 
Carey, em entrevista publicada pelo site oficial da F1, deixou claro que tudo passa por um maior investimento para que, mais à frente, todos possam ganhar.
Chase Carey deixou claro que as equipes precisam entender que é preciso investimento para a F1 crescer (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Tínhamos claro que era preciso pensar em longo prazo. Acho que o esporte se perdeu um pouco por pensar de forma contínua em curto praz. Houve muitas coisas que não caminhavam no rumo certo nos últimos anos, mas o público [nos autódromos] e a audiência aumentaram. A F1 precisava dessa energia nova”, declarou.
 
“Para fazer crescer essas coisas, deixe-me usar um ditado americano: ‘Não existe almoço grátis’. Não tínhamos uma organização capaz de se desenvolver de forma adequada. Não tínhamos pesquisa, marketing, organização digital, e se você não tem recursos como esse, então você vai ficar para trás”, explicou o chefão da F1.
 
 
“Quando você trabalha para construir uma organização digital, tem os custos antes de obter os lucros. É preciso investir antes de poder usar os recursos, fazer coisas como a Trafalgar Square requer investimento. Tudo é investimento para o futuro do esporte”, comentou.
 
Na visão do diretor-executivo, a nova filosofia faz com que a F1 saia do comodismo e busque formas de se reinventar para seguir atraente não só para os fãs, mas também junto aos patrocinadores. “Desde a perspectiva das equipes, está claro que eles gostariam de crescer sem investimentos. O mundo não funciona dessa forma. Acho que entendemos e gostamos do que estamos fazendo e, em muitos sentidos, estamos de acordo com o que é preciso ser feito para o esporte”.
 

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Por fim, Carey lembrou que a mudança requer tempo e que o Liberty Media ainda está encaixando sua equipe de atuação na F1. “Quando nós começamos o ano, nos três primeiros meses nós tínhamos três pessoas. Se você olhar as coisas como marketing, pesquisa e digital, nosso chefe de comunicação digital começou a trabalhar há três meses, nosso chefe de marketing começou a trabalhar há quatro meses”.

 
“Nós encaixamos a equipe no decorrer do ano e, em muitos aspectos, parte da nossa organização operacional é nova. Tivemos um suporte legal e financeiro, mas não tivemos ainda uma organização capaz de prestar um suporte para o negócio operacionalmente”, encerrou.
FIM DE UMA GERAÇÃO

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