Chefão da F1 pretende limitar número de corridas: “Fadiga é um fator neste esporte”

Diretor-executivo da Fórmula 1, Chase Carey admitiu que a fadiga é um componente no esporte e, por isso, é preciso limitar o número de corridas. O dirigente avaliou, porém, que o campeonato ainda tem “margem de manobra”

Diretor-executivo da Fórmula 1, Chase Carey admitiu que equipes e pilotos não são favoráveis à proposta de aumento do calendário. O dirigente reconheceu que “a fadiga é um fator neste esporte”, mas avaliou que o Mundial ainda tem alguma “margem de manobra”.
 
2020 será a primeira vez na história em que o campeonato terá 22 paradas. No entanto, existam planos de aumentar a programação para até 25 corridas.
Chase Carey (Foto: Reprodução)
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“Nós estamos muito cientes de que a fadiga é um fator neste esporte e que nós temos de limitar o número de corridas”, disse Carey ao jornal francês ‘L’Equipe’. “Nós ainda achamos que temos um pouco de margem de manobra, mas quando perguntamos a um time ou a um piloto, eles preferem 21 corridas a 22 ou 23”, seguiu.
 
O diretor-executivo ressaltou, no entanto, que a redução no volume de testes foi uma maneira de compensar pela introdução da 22ª corrida no calendário.
 
“Vamos tentar tornar o fim de semana um pouco menos cansativo dando aos times mais flexibilidade”, apontou.
 
Carey explicou, ainda, que a meta de seguir expandindo o calendário é reflexo do “crescente interesse” no Mundial.
 
“Nós temos discussões em todos os continentes com exceção da Antártica”, comentou. “Claro, nossa capacidade é limitada e a demanda é maior do que a oferta. Nós queremos garantir que as novas corridas tragam algo especial para a F1”, seguiu.
 
“Nós também queremos evitar o crescimento às custas das nossas fundações, que são as corridas históricas na Europa. É por isso que Mônaco e Silverstone foram renovadas recentemente por longo prazo”, concluiu.
 

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