Chefe da Ferrari defende estratégia de pneus usada no GP da Áustria e nega “oportunidade perdida”

Maurizio Arrivabene, o chefe da Ferrari, não se fez de rogado em defender as estratégias que a equipe adotou para seus dois pilotos em Spielberg. Segundo Arrivabene, nada dizia que o pneu de Vettel estouraria, assim como a expectativa era chegar com sobras em Max Verstappen - o que aconteceu, para ele

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Por mais errado que tenha dado a estratégia da Ferrari em termos de pneus no GP da Áustria do último domingo (4), o chefe Maurizio Arrivabene não abre mão da defesa. Segundo Arrivabene, nada, absolutamente nada que a equipe tinha disponível em termos de informações vindas dos mais distintos locais apontava que o pneu da Pirelli iria estourar com Sebastian Vettel e tirá-lo de uma corrida que poderia vencer.

Era a 26ª volta quando Vettel, então líder após largar na nona colocação, viu sua prova indo pelos ares junto da borracha do pneu supermacio que estourou na reta dos boxes. Para Arrivabene, estava tudo sob controle e não havia riscos. Até que houve.
“Vettel deveria ficar na pista por um número de voltas, e pedimos para que nos desse uma resposta de como estavam os pneus. Não tínhamos sinais da telemetria, nem de Seb e nem do sensor do pneu de que ele iria entrar em colapso. Nenhum sinal. O desempenho era OK”, disse.

Já com Kimi Räikkönen a estratégia foi diferente. E Räikkönen ocupava o segundo lugar quando uma parada pouco justificada acabou o jogando bem para trás não apenas das Mercedes, mas também das Red Bull. Conseguiu ainda passar Daniel Ricciardo, mas terminou atrás de Max Verstappen. Só foi ao pódio pela treta dos líderes do campeonato que acabou empurrando Nico Rosberg para o quarto lugar.

Vettel tem pneu estourado em plena reta dos boxes e abandona quando era líder (Foto: Reprodução)

“Como Sebastian, sentimos que o que Kimi nos deu era bom. Continuamos pensando que, assim como aconteceu com Ricciardo, que eles iam passar direto. Na verdade, na curva três da última volta, onde ele passou Ricciardo, mas em bandeira amarela, tivemos muita sorte. É irônico”, avaliou.

“Pensamos que a Red Bull pararia de novo, mas a informação que temos é bem precisa. Nos arriscamos porque, de acordo com as nossas informações, Kimi teria condições de passar Verstappen duas voltas antes do fim – e estivemos bem perto três voltas antes”, contou.

Uma vitória que era possível caiu por terra. Mesmo assim, para o chefe, não foi uma oportunidade perdida. “Sobre Seb, acho que sem os problemas de pneu ele estaria bem alto no pódio. Não sei onde, mas bem alto. Como diferenciamos as duas estratégias, elas eram bem diferentes de um piloto para o outro”.

“Não acho que foi uma oportunidade perdida. Seguimos totalmente a nossa estratégia e, algumas vezes, não podemos falar com o os pilotos porque as regras são muito claras, mas os pilotos podem nos dar o feedback em alguns momentos”, falou.
“Kimi decidiu seguir assim, e decidimos seguir com os pneus supermacios pela estratégia, mas sem as bandeiras amarelas ele não iria ultrapassar Verstappen. O que temos de dizer é que ele fez uma grande corrida”, encerrou.

A F1 segue no próximo final de semana com o GP da Inglaterra.

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