Chefe da Haas define troca de piloto no meio do ano como “desespero” e se opõe

Guenther Steiner quer resolver os problemas recorrentes de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, mas não vê a demissão imediata de um dos dois como solução. Entretanto, o chefe afirma que a fase atual vai afetar a formação da dupla de 2020

A Haas passa por maus bocados com a dupla Romain Grosjean e Kevin Magnussen, mas isso ainda não é suficiente para fazer o chefe Guenther Steiner pensar seriamente em troca de pilotos no meio do ano. Apesar dos incidentes recorrentes envolvendo os companheiros, Steiner acredita que uma medida “desesperada” não valeria a pena.
 
“Eu não estou pensando nisso” disse Steiner, questionado sobre a possibilidade de trocar de piloto no meio de 2019. “Faz parte desse negócio, mas não faz muito sentido. Aí você só abre mais perguntas do que traz respostas. Você tira muitas coisas de ordem, então isso seria quase que uma manobra desesperada”, opinou.
Guenther Steiner ainda nem pensa em demitir um piloto (Foto: AFP)

O GP da Alemanha foi o segundo seguido com os pilotos se tocando. Na Inglaterra, Grosjean e Magnussen furaram os pneus um do outro e abandonaram pouco depois. Na Alemanha, com pontos em jogo, a dupla tocou rodas nas voltas finais. Foi só um susto, sem danos, mas bastou para Steiner voltar a se irritar. Independente de Romain e Kevin se gostarem ou não, o dirigente cobra espírito de equipe.

 
“Enquanto eles se respeitarem e fizerem o que a equipe quiser que eles façam, eu estou tranquilo. Se eles não se falarem, desde que não façam nada negativo para a equipe, eu preciso viver com isso e consigo viver com isso. Forçar alguém a ter uma boa relação com outro é algo que não funciona. Não sou psicólogo, mas disso eu sei”, apontou. 
 
Apesar de acreditar que uma troca de pilotos no meio do ano seja uma má ideia, Steiner não nega que o momento atual tenha influência sobre o que vá acontecer no futuro. O dirigente ainda espera o mercado de pilotos esquentar antes de determinar o destino de Grosjean e Magnussen.
 
“Absolutamente, sim”, afirmou, questionado sobre a possível influência da fase atual nas decisões para 2020. “É como em todos os anos. Em algum lugar alguma peça vai cair e aí todas as outras vão se encaixar. Há muito não-movimento nesse momento, todos sabem disso. Alguém vai ser o primeiro a se mexer, e aí os outros vão se encaixar. Talvez nada se mova e nada se encaixe. Alguns pilotos estão ficando sem contrato, mas vai ser muito difícil mudar as coisas se eles todos forem confirmados”, encerrou.
 

 
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