Chefe da Honda deixa dinamômetro de lado, revela mudanças no desenvolvimento do motor e aposta em evolução

Yusuke Hasegawa contou que deixar os testes no dinamômetro em segundo plano porque os resultados são mais reais quando apresentados na pista pelo motor propriamente dito, diferente do que acontece quando um protótipo monocilíndrico é construído para as avaliações prévias. O chefe da Honda confia em uma melhora significativa com a introdução de um novo MGU-H

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Depois de detectar problemas no dinamômetro, banco de provas para testar as atualizações do motor antes de efetivar as mudanças na pista, a Honda optou por mudar o conceito do desenvolvimento da sua unidade de potência ao longo da temporada. A fábrica de Sakura, que ainda não conseguiu encontrar a melhor relação entre potência e confiabilidade, praticamente deixou de lado o uso do dinamômetro e vai trabalhar em testes diretamente no motor V6.

 
Os testes com a versão monocilíndrica do motor, usadas no dinamômetro, eram considerados pouco produtivos porque os resultados com a versão que equipa os carros da McLaren foram muito distintos. Assim, a partir de agora, a equipe chefiada por Yusuke Hasegawa optou por deixar o banco de provas de lado, sendo usado apenas para simulações de menor importância.
Yusuke Hasegawa acredita que a Honda vai entrar no rumo com a mudança no modo de desenvolver o motor (Foto: Honda/LAT Photographic)
“Mudamos nossa forma de desenvolver as unidades de potência. Já não nos baseamos muito no desenvolvimento no dinamômetro com motor monocilíndrico”, declarou o engenheiro chefe da Honda em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’. 
 
“Podemos comprovar dados, elementos ou conceitos com isso, mas agora entendemos que temos de contrapor com os resultados de um motor V6 para dar o toque final à especificação. Como referência, esses testes são importantes, mas para encontrar a performance pura é preciso analisar os resultados do V6”, comentou.
 
Um dos problemas crônicos da unidade de potência construída em Sakura diz respeito ao MGU-H. A própria Honda reconhece que perdeu tempo demais ao encontrar a solução para o sistema, mas acredita que finalmente está perto de encontrar o rumo e proporcionar à McLaren um motor mais competitivo e confiável.
 

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“Demoramos muito para resolver os problemas do MGU-H. Tínhamos pequenos problemas no motor, e a área específica da unidade de potência é difícil de entender no dinamômetro”, explicou.

 
“Estamos a ponto de resolver esse problema, é somente preciso confirmar isso na pista. Nessa especificação, já estão dispostas essas soluções, de modo que acredito que tudo vai estar em ordem”, concluiu o engenheiro nipônico.
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