Chefe da Mercedes critica insistência das rivais sobre relaxamento das regras de motor: “Vai prejudicar imagem da F1”

Toto Wolff, chefe da Mercedes, insistiu que uma flexibilização da regra dos motores será ruim para a imagem da F1 e pode aumentar ainda mais os custos. O austríaco ainda criticou a persistência das rivais no assunto

As discussões sobre uma alteração nas regras no que diz respeito à homologação dos motores seguiu durante o GP do Brasil, e o alvo principal foi a Mercedes, que se posiciona contra uma flexibilização quanto ao congelamento das unidades de força. Falando sobre o imbróglio em Interlagos, Toto Wolff, o chefão da equipe alemã, disse que as rivais vão acabar prejudicando demais a imagem da F1 se continuarem insistindo no que chamou de "guerra dos motores".

Diante da recusa da montadora de Stuttgart, as equipes rivais com fornecedores de motor que estão pedindo um relaxamento das regras agora também ameaçam um boicote com relação a restrições de desenvolvimento para 2016.

Wolff não deseja mudança nas regras do congelamento de motores (Foto: AP)

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Wolff entende que o movimento seria desastroso para a F1 e mostra que algumas equipes só estão colocando seus próprios interesses acima do esporte.

"As regras podem mudar com uma simples aprovação da maioria, mas eu não acho que esse é o caminho a seguir agora, tentando desestabilizar o sistema e dizendo que, se você não concorda com isso para 2015, então vamos virar a coisa de cabeça para baixo e não vamos mais limitar nada", disse o austríaco aos jornalistas em Interlagos, no último fim de semana.

"Para mim, é uma visão estreita e não estão considerando o esporte. Eu acho que a FIA tem de dizer algo e a Comissão da F1 vai ter de tomar uma decisão, ou com uma decisão unânime para o próximo ano ou uma com a aprovação da maioria para os próximos anos", completou.

Por fim, o chefe da esquadra prateada reafirmou que não apoia a mudança nas regras de congelamento do motor porque teme por uma elevação dos custos. "Nós realmente acreditamos que não podemos tomar decisões tolas que possam aumentar os gastos", disse.

"Devemos isso às equipes que deixaram o esporte e temos de ser razoáveis. Precisamos manter tudo sob controle. Vamos voltar às discussões quando retornarmos à Europa", encerrou.

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