Chefe da Mercedes garante que “não há ligação” entre falhas de motor no carro de Hamilton ao longo da temporada

Toto Wolff voltou a minimizar as críticas de Lewis Hamilton quanto ao estouro de motor sofrido no GP da Malásia e afirmou que as falhas com a unidade de potência do carro do inglês ao longo do ano não estão relacionadas entre si. O chefe da Mercedes também admitiu que o abandono foi duro revés para a equipe e disse que espera que nenhum contratempo volte a interferir na briga pelo título entre seus dois pilotos

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A Mercedes afirmou que não há ligação entre as falhas de motor apresentadas no carro de Lewis Hamilton neste ano. O inglês deixou o GP da Malásia enquanto liderava, a 16 voltas do fim, por conta de um estouro da unidade de potência. Após o revés, o tricampeão se mostrou irritado e questionou de forma contundente o fato de ser único piloto com motores alemães no grid a sofrer com o contratempo. O abandono representou um duro golpe nas ambições de título do piloto também. Agora, Hamilton vem 23 pontos atrás do líder Nico Rosberg, que fechou a prova na terceira colocação.

 
Chefe da esquadra prateada, Toto Wolff procurou minimizar as críticas do piloto e afirmou que não há muito o que dizer sobre o episódio. "É interesse, muitas das falhas deste ano não estão relacionadas entre si", disse o austríaco em declaração ao site americano 'Motorsport.com', ao falar também das causas dos problemas anteriores.
 
"Foram falhas diferentes. Algumas estavam relacionadas ao sistema de alimentação, outras a materiais com problemas ou erros de montagem e fadiga. Na verdade, não há um padrão", explicou o dirigente. 
Chefão da Mercedes, Toto Wolff não vê ligação entre problemas de motor  (Foto: Getty Images)

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Os motores foram o grande ‘calcanhar de Aquiles’ de Hamilton em 2016. As quebras em sequência em corridas como China e Rússia deixaram Lewis no limite do uso de cinco motores no ano. No fim de semana do GP da Bélgica, a Mercedes fez logo duas trocas e, em teoria, havia garantido que o britânico teria unidades de potência para ir até o fim do ano sem precisar de uma nova troca — o que acarretaria em nova punição com a perda de, ao menos, dez posições no grid.

 
Wolff confirmou também que o motor de Hamilton explodiu em uma fase da corrida em que o inglês estava de usando tudo que podia para escapar dos dois pilotos da Red Bull, que consistiam em uma ameaça à vitória. "Ele estava pressionando naquele momento. Precisávamos construir uma vantagem de 23s para um pit-stop livre tranquilo. A Red Bull fez tudo certo, parou Max Verstappen no momento correto. Os dois carros apostaram em estratégias diferentes durante o safety-car virtual e arriscaram."
 
Por fim, o chefão da Mercedes reconheceu que o problema mecânico sofrido pelo britânico foi algo extremamente frustrante para a equipe, especialmente pelo momento vivido pelos dois pilotos na batalha pelo título. "É um esporte mecânico e essas coisas acontecem", disse.
 
"Eu me lembro em 2014 quando Nico teve um problema logo no início da última corrida. É frustrante passar por isso em um momento tão crucial do campeonato. Mas não acho que isso vá colocar uma sombra sob a temporada. Claro que as pessoas vão dizer que Nico teve mais sorte do ponto de vista da confiabilidade mecânica, mas ele também teve grandes atuações, como em Cingapura. De qualquer forma, o campeonato ainda não acabou. Ainda restam cinco corridas, e Lewis ainda tem chance, então vamos ver como termina."
 
"A intenção é deixá-los livres para brigar na pista. E espero que nenhum problema de confiabilidade aconteça nessas cinco provas finais", encerrou.
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