F1

Chefe da Mercedes relata pânico ao ser avisado que motor de Hamilton ia falhar “na volta seguinte”

O diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, relatou um momento de certo desespero durante o GP do Brasil de F1: ouviu de canto de orelha que Lewis Hamilton teria uma falha grave no motor na volta seguinte, por conta de um problema no exaustor que causava superaquecimento. A Mercedes conseguiu escapar, no fim das contas
Warm Up, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, de Interlagos / FELIPE NORONHA, de Interlagos
 Toto Wolff (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

A despeito da batida entre Esteban Ocon e Max Verstappen no GP do Brasil deste domingo (11), quem venceu a corrida foi o pentacampeão mundial Lewis Hamilton - que, ao fazer isso, confirmou o quinto Mundial de Construtores da Mercedes. Mas foi por um fio. Hamilton quase abandonou a prova.
 
Quem contou, durante entrevista com a presença do GRANDE PRÊMIO, foi o diretor-executivo da equipe alemã, Toto Wolff. Segundo o austríaco, houve um momento da corrida em que escutou de supetão uma conversa da equipe interna da Mercedes que trabalha voltada para o motor. A mensagem era simples: a unidade de força ia parar na volta seguinte. 
 
Por sorte para Hamilton, não foi o que aconteceu. Começou então uma correria para resolver o problema. Demorou um pouco, mas acabou contido.
Toto Wolff (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
"Os caras do motor estavam atrás da garagem e uma das coisas que eu pude ouvir deles - porque eu estava com uns dez canais de comunicação abertos -, foi 'erro iminente na unidade de força de Lewis Hamilton. Vai falhar na próxima volta'. E eu respondi 'Desculpa, o quê?', e eles confirmaram que tínhamos um problema dos grandes e que o motor ia falhar na volta seguinte", contou. 
 
"Não falhou na volta seguinte, e eu fui perguntar para ele o que estava acontecendo. Contaram que tínhamos um problema com o exaustor que estava aumentando muito todas as temperaturas. Era isso que precisava ser consertado, e eles começaram a consertar tudo de cima para baixo. As temperaturas chegaram abaixo de 980°C, mas ainda era muito alto. E aí eles recuperaram na outra volta", recuperou.
 
"E isso foi totalmente horrível, mas os caras consertaram. Deus sabe como você pode consertar hardware perto de quebrar e chegar ao final da corrida", disparou.

A F1 volta em duas semanas, no dia 25 de novembro, com o GP de Ahu Dhabi.