Chefe da Red Bull diz que chegada da Alfa Romeo afasta ameaça da Ferrari em abandonar F1

Chefe da Red Bull, Christian Horner avaliou que a entrada da Alfa Romeo na F1 esvazia a ameaça da Ferrari de abandonar o Mundial. Dirigente considerou que a parceria da marca com a Sauber mostra que o campeonato dá resultados

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Chefe da Red Bull, Christian Horner considera que a entrada da Alfa Romeo na F1 esvazia a ameaça da Ferrari de deixar o campeonato. Presidente da marca de Maranello, Sergio Marchionne voltou a dizer no fim de semana que a escuderia pode sair do campeonato se não concordar com os rumos do esporte.
 
Com o objetivo de tornar as unidades motrizes mais baratas e acessíveis, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) apresentou no fim de outubro a nova era de motores da F1. Depois de muito debate, a opção foi seguir com o V6 turbo, com a remoção do MGU-H e o aumento de rotações em 3000 mil rpm ― saltando dos cerca de 15000 atuais para 18000 rpm.
Christian Horner não acredita na ameaça da Ferrari de deixar a F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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A proposta, porém, não deixou a Ferrari satisfeita. Marchionne, então, lançou mão da já tradicional ameaça da escuderia de abandonar a F1.
 
Horner, no entanto, acredita que a entrada da Alfa Romeo na F1 via parceria com a Sauber é a evidência de que a Ferrari está blefando.
 
“Eles estão sob a mesma gestão que Sergio, então não posso acreditar que eles trariam a Alfa Romeo para a Ferrari sair depois de alguns anos”, disse Horner à agência de notícias Reuters. “Acho que isso demonstra que a F1 está, obviamente, funcionando e criando o reconhecimento, do contrário o grupo não traria a marca Alfa para a F1”, ponderou.
 
“É um casamento por conveniência em muitos aspectos, mas as duas partes precisam uma da outra em último caso. E nós, certamente, queremos a Ferrari na F1”, declarou. “A F1 com a Ferrari, é uma das maiores marcas do mundo e eles são um grande time para competirmos contra”, encerrou.
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