Chefe da Red Bull elogia trabalho da Pirelli e diz que filosofia da Michelin “não vai melhorar em nada o espetáculo” na F1

Christian Horner criticou a abordagem com a qual a Michelin pretende aportar na F1 caso seja escolhida por Bernie Ecclestone no processo seletivo que trava com a Pirelli. Na visão do britânico, carros com rodas de 18 polegadas e corridas com poucos pit-stops serão inúteis ao espetáculo

Se tivesse o poder de escolher entre Michelin e Pirelli como fornecedora de pneus da F1 para o triênio 2017-2019, Christian Horner não teria dúvidas: elegeria a fábrica de Milão. O chefe da Red Bull se mostrou contrário às propostas que a marca francesa pretende colocar em prática na F1 caso seja escolhida por Bernie Ecclestone no processo seletivo, que deverá ter seu vencedor divulgado nos próximos meses.

A cúpula da Michelin, por meio do seu diretor-esportivo Pascal Couasnon, já declarou que pretende implementar na categoria pneus de 18 polegadas, algo que já é adotado hoje em categorias como a F-E — que conta com os pneus Michelin. Outra proposta é a adoção de pneus mais duráveis, o que proporcionaria poucos pit-stops ao longo das corridas.

Horner torce para que a Pirelli permaneça como fornecedora de pneus da F1 (Foto: Getty Images)

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Mas Horner entende que o melhor caminho para proporcionar um bom espetáculo na F1 é seguir justamente na direção contrária. “Um aro de 18 polegadas e uma única parada não vai melhorar em nada o espetáculo de um GP”, bradou.

“Acho que realmente precisamos focar em fazer o oposto: corridas com duas a três paradas, degradação controlada, talvez mais gama de escolha para as equipes em termos dos pneus que se pode levar para as corridas, todas as coisas que nós temos conversado a respeito com a Pirelli”, disse o britânico.

Horner aproveitou para elogiar o trabalho da Pirelli e disse apostar na competência da fábrica italiana para construir os novos pneus da F1 em 2017, quando a categoria adotará um novo regulamento técnico, que influenciará no desenho dos carros e também dos pneus. Tudo para proporcionar uma categoria mais rápida do que nos dias de hoje.

“Acho que a Pirelli tem feito um bom trabalho desde que eles têm se envolvido com o esporte, eles estão apoiando a F1 tanto em tempos bons como em tempos difíceis. E espero que, com os carros que virão em 2017, que seja um pouco diferente, um pouco mais rápido, com pneus significativamente diferentes dos que temos agora, o que representa um grande desafio, e espero que a Pirelli seja bem-sucedida com isso”, finalizou o comandante taurino.

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