Chefe da Red Bull sugere que F1 chame Brawn para elaborar novo regulamento e diz que 2017 pode ser tarde demais

A F1 precisa agir, e logo, afirmou Christian Horner, chefe da Red Bull. O britânico sugeriu que a categoria ‘contrate’ o consagrado engenheiro Ross Brawn para elaborar o novo regulamento do Mundial

Chefe da Red Bull, Christian Horner sugeriu que a tarefa de elaborar um novo regulamento para o Mundial de F1 seja dada a Ross Brawn.
 
Campeão da categoria com a Benetton, com a Ferrari e com uma equipe que carregou seu nome em 2009, além de responsável pela formação da Mercedes, Brawn está fora do paddock desde o início de 2014.
 
Horner defendeu que o consagrado engenheiro tenha conhecimento suficiente para entender qual é o rumo que a F1 precisa seguir para sair da crise que enfrenta.
 
Horner disse que a F1 precisa de um Ross Brawn para elaborar o novo regulamento (Foto: Getty Images)
“Eu acho que o Grupo de Estratégia é bastante inepto. Vou falar e repetir: são o detentor dos direitos comerciais e o órgão regulador que decidem o que a F1 deve ser, colocam na mesa para as equipes e dizem: ‘Este é o produto que queremos, estas são as regras, esta é a ficha de inscrição’”, declarou o britânico.
 
“Talvez você precise de um observador independente, alguém que não está envolvido… Alguém como Ross Brawn, que entende os desafios e os negócio, para escrever as especificações sobre o que um carro ou o regulamento-técnico devem ser”, propôs.
 
Horner também pensa que atitudes precisam ser tomadas rapidamente. Neste fim de semana, ele viu sua equipe ter os dois carros punidos em dez posições no grid de largada por troca de motor – e a metade da temporada ainda nem foi alcançada. Ricciardo largou na Áustria ainda precisando cumprir 5s de time-penalty nos boxes.
 
Essas punições, por exemplo, são algo que ele crê que precisam mudar urgentemente. Contudo, isso só pode acontecer para 2016 se houver unanimidade entre os times.
 
“Há muitas discussões em curso para 2017, mas podemos nos dar ao luxo de esperar até 2017? Precisamos acelerar algumas mudanças”, defendeu. “Decisões precisam ser tomadas para que as pessoas saibam o que está por vir. Acho que precisamos simplificar essas regras, pois receber punições e mais punições não está certo. Para as equipes entenderem já é complicado, então precisamos simplificar para os fãs, voltar para o básico.”
PUNIÇÕES 'QUILOMÉTRICAS' SE TORNAM REALIDADE, CONFUNDEM E SÓ FAZEM AUMENTAR CRÍTICAS À F1

 PODEM SE ACOSTUMAR com punições ‘quilométricas’ como as duas que a McLaren recebeu neste fim de semana, na Áustria. Uma regra que deveria apenas fazer bem à F1, mas que, pelos próximos seis meses, apenas continuará gerando críticas e sendo quase que um símbolo de como algumas coisas precisam ser corrigidas na categoria.

Habituem-se, leitores, pois é uma situação sem saída. E, a não ser que Honda e Renault melhorem significativamente suas unidades de força para 2016, Alonso, Button, Ricciardo, Kvyat, Verstappen e Sainz seguirão sendo punidos corrida sim, corrida não.
 
Ou será que o bom senso vai pairar sobre a cabeça dos chefes de equipes e aprovar, de forma unânime, um ajuste que livre a categoria de cenários tão confusos e ruins já no ano que vem? Reiterando, só com uma decisão unânime isso será possível, e todos sabem como a concordância geral não é algo que marca o paddock da F1.

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