Chefe da Renault diz que “corte maciço” do calendário seria ideal: “Aumentaria o valor da F1”

Cyril Abiteboul não concorda com a proposta de estender o calendário da F1 para mais corridas no ano. Para o francês, um corte para 15 corridas seria o ideal para tornar a categoria envolvente para os fãs e viável para os funcionários

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A possibilidade de um calendário com mais de 21 provas não parece agradar muita gente no paddock da F1. Com reuniões que já indicaram a possibilidade de 23 etapas no ano, as equipes argumentam em relação a viabilidade e acomodação de datas, vista a tripla rodada que envolveu os GPs da França, Áustria e Inglaterra, em três finais de semana seguidos. Para Cyril Abiteboul, chefe da Renault, o número de atividades pensadas está muito alto e a categoria se beneficiaria de um “corte maciço” no número de etapas durante a temporada.
 
As sugestões para alongar o calendário da F1 passam por trazer mais corridas em territórios fora da Europa, como Estados Unidos e Ásia, para um futuro próprio, mas o chefe da Renault não acha uma boa ideia.
 
"Precisamos ser capazes de nos envolver com os fãs, mas isso tem de permanecer algo especial. Já estamos muito acima do que deveria ser a figura de algo especial. Precisamos transmitir uma mensagem de orgulho, de motivação, de energia. Com o calendário que temos agora, o entusiasmo não é o mesmo de quando estávamos viajando apenas 15 vezes por ano. Se não tivermos essa energia, será muito difícil transmitir isso externamente”, afirmou Abiteboul, em entrevista ao site ‘Autosport’.
Chefe da Renault acredita que um corte no calendário valorizaria a F1 (Foto: AFP)
"Está quase se tornando rotina. Não deveria ser um trabalho do dia-a-dia. Nós alteramos esse equilíbrio, então precisamos ser extremamente cuidadosos. Eu aprecio a razão pela qual, comercialmente, precisamos aumentar o calendário, mas, no que me diz respeito, eu faria um corte maciço no [calendário] do esporte", acrescentou.
 
Na visão de Abiteboul, a diminuição de corridas, além de tornar o trabalho das equipes mais viáveis, também “aumentaria massivamente o valor da categoria”.
 
“Você reverte completamente o padrão do mercado. Seria muito interessante ver a reação. Eu entendo que seria uma aposta, que não é algo dentro da atual configuração da F1, que adquire mais dinheiro a cada ano, mais pessoas, mais pistas, mais fundos de prêmios, mais de tudo. Mas em algum momento haverá uma crise e talvez possamos ver se é possível mudar o equilíbrio”, completou.
 
Algumas das equipes menores do grid disseram que será necessário provar que o aumento no número de corridas é realmente efetivo financeiramente e se isso gera um ganho comercial, para que possam ter condições de levar seus times para 22 ou 23 destinos diferentes no mesmo ano. 
 
"Ir às corridas custa a nós e à F1 um monte de dinheiro, então eles precisam garantir que também tenhamos renda, não apenas gastos. Apenas crescer por crescer, não faz sentido. O saldo está entre 20 e 22 corridas no máximo. Mais que isso não gera retorno", declarou Guenther Steiner, chefe da Haas.
 
Para Vijay Mallya, dono da Force India, o bem-estar dos funcionários pode estar em risco com a exaustiva jornada que pode se tornar o ano na F1.
 
"Mais corridas significam mais receita e se eu puder ter uma e meia ou duas equipes de corrida e ser pago pela F1, eu certamente consideraria isso. Mas, se as coisas continuarem as mesmas, então acho que mais de 21 corridas e esses triplos fins de semanas são muito desgastantes para nossos engenheiros e mecânicos e todos os envolvidos na equipe de corrida", explicou. 
 

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