Chefe da Toro Rosso “não aceitaria” menos de 21 corridas na F1 em 2019: “Somos um esporte mundial”
Franz Tost, chefe da Toro Rosso, foi de encontro às opiniões e Christian Horner e Fréderic Vasseur, chefes de Red Bull e Sauber, ao afirmar que não apenas gostou das 21 corridas no calendário de 2019, mas sequer participaria num ano de menos datas
A reunião do Conselho Mundial da FIA referendou na última semana o calendário de 2019 com 21 corridas. Entre aqueles que dão as ordens nas equipes da F1, as opiniões são distintas. A mais forte delas é a de Franz Tost, chefe da Toro Rosso, que afirmou simplesmente que não aceitaria um campeonato com menos corridas.
A F1 negocia com Miami e Vietnã para GPs futuros, mas por enquanto manteve o número de corridas deste ano. Segundo Tost, é a quantidade necessária para manter o Mundial relevante por todas as partes do planeta. Segundo ele, se a F1 tem um problema, não é esse.
"Acho que a questão não é o número de corridas ou tamanho delas, é o espetáculo que oferecemos e o nível de entretenimento. Se você tiver 15 corridas chatas as pessoas não vão assistir mais. Penso que deveríamos ter entre 20 e 22 corridas. É um bom número", disse à revista inglesa 'Autosport'.
"Também precisamos esquecer que somos um esporte mundial – precisamos ter um certo número de corridas para continuarmos um esporte mundial. Eu absolutamente me negaria a ter menos de 20 corridas. Esse ano tem 52 semanas, então sobra tempo", seguiu.

Este aí é chefão da Toro Rosso, Franz Tost (Foto: Beto Issa)
Já Fréderic Vasseur, chefe da Sauber, acredita que o número é mais alto que o recomendado.
"Em algum ponto, acredito que se perde a natureza excepcional do evento. Quanto mais corridas você tiver, em dado momento as pessoas ficam acostumadas. Para mim [21] é um pouco demais, mas eu vou seguir o calendário. Não vou parar depois de 18 no ano que vem", falou o francês.
Christian Horner, da Red Bull, vê como o teto de datas que a F1 deve apresentar.
"Há um número máximo de capítulos que um livro sustenta e em algum ponto você passa do que é relevante. Acho que 15 ou 16 é muito pouco, mas 21 é o limite. É difícil para os caras na garagem, por questões de viagem, é complicado todo mundo se envolver. É encorajador que haja locais que querem receber corridas da F1, e isso deve causar competição normal para as corridas que já estão no calendário", encerrou.
O campeonato de 2019 vai durar de março até dezembro. Em 2018, a temporada tem mais quatro corridas e segue neste próximo fim de semana, com o GP dos Estados Unidos.
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