Chefe de motores da Renault vê 2015 como ano perdido e indica razão para volta por cima: “Questão de organização”

Rémi Taffin, chefe do departamento de motores da Renault, lembrou as inúmeras dificuldades enfrentadas pela marca francesa em 2015 com a falta de potência e confiabilidade da unidade motriz, que chegou a provocar uma grande crise com a Red Bull. Mas depois de um ano pra lá de sofrido, veio a volta por cima em 2016, coroada com duas vitórias, uma com Max Verstappen e outra com Daniel Ricciardo

 

A Renault está prestes a fechar 2016 com um sentimento muito diferente em relação ao que foi vivido no fim da temporada passada da F1. 2015 foi um ano pra lá de difícil para a fábrica de Viry-Châtillon, sobretudo no que diz respeito aos motores frágeis, pouco confiáveis e potentes. As seguidas quebras provocaram uma grande crise com a Red Bull, que chegou até mesmo a ameaçar deixar a F1 se não tivesse motores Mercedes ou Ferrari. No fim das contas, o casamento continuou e voltou a render bons frutos: as duas vitórias conquistadas pelos taurinos, uma com Max Verstappen (no GP da Espanha) e outra com Daniel Ricciardo, na Malásia, são prova disso.

 
Depois de um ano perdido e marcado também pela incerteza sobre comprar ou não a Lotus, 2016 foi um ano de reafirmação e de organização, a grande chave, na visão de Rémi Taffin, engenheiro responsável por chefiar o departamento de motores da Renault, para a volta por cima da fábrica francesa na F1.

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A Renault sofreu com seguidas quebras de motor em 2015 (Foto: Reprodução TV)
“O começo de 2015 simplesmente nos matou. Nós parávamos por qualquer coisa. Tecnicamente foi difícil, politicamente foi difícil. Não sabíamos se iríamos comprar ou não uma equipe, se nós teríamos clientes. Se você juntar tudo, isso tornou a vida muito mais difícil para todos”, comentou o engenheiro em entrevista à revista ‘Autosport’.
 
“Na segunda parte de 2015, nós mostramos que poderíamos sobreviver, mas também fazer novamente um bom trabalho”, salientou Taffin, citando o que foi decisivo para que a Renault mudasse da água para o vinho em pouco mais de um ano.
 
“As pessoas não mudaram, nós ainda temos as pessoas boas e corretas. É simplesmente uma questão de organização. Foi isso que perdemos naquela época. Em algum momento, nós não encontramos a tecnologia correta, o que eventualmente nos colocaria na frente, e nós perdemos um ano. Este ano deveria ter sido o ano passado”, avaliou Taffin.
Fornecedora da Red Bull, a Renault voltou a ver seu motor vencendo corridas na F1 em 2016 (Foto: Red Bull Content Pool)
Taffin entende que 2016 não foi um ano perfeito, apesar da notável melhora em relação ao ano passado. Ainda é preciso dar alguns passos e evoluir para alcançar o nível da Mercedes, por exemplo, mas agora já há uma condição maior de identificar os problemas e corrigi-los em tempo hábil.
 
“Em algumas partes do motor, nós temos de encaixar um procedimento para garantir que tudo o que façamos na fábrica vai dar certo na pista. É justo dizer que nós tivemos, vamos falar, em uma ou duas surpresas neste ano. Isso é normal, mas ao menos nós conseguimos reagir e nós estamos prontos para isso. Você não precisa apenas validar tudo, você precisa estar pronto e ter uma solução quando as coisas dão errado ou de forma diferente daquilo que você espera”, finalizou.
 
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