Chefe de operações da Renault acredita que montadora francesa tem tudo para se equiparar à Mercedes

Remi Taffin reconhece a diferença ainda substancial entre as unidades de potência de Renault e Mercedes e acredita que GP da Austrália pode ensinar lições, apesar de problemas graves

Com a desclassificação de Daniel Ricciardo, após problemas no misterioso fluxômetro, foram seis carros abastecidos por motor Mercedes entre os dez primeiros classificados em Melbourne, inclusive os três primeiros. A diferença do vencedor da prova, Nico Rosberg, para o melhor dos carros com o V6 da Renault, a Toro Rosso de Jean Éric-Vergne, no oitavo posto, foi de mais de um minuto.
 
Para o chefão da Red Bull, Christian Horner, a distância entre os carros de sua equipe para os da Mercedes é de aproximadamente um segundo por volta. Ainda que a Red Bull, pelo menos com Ricciardo, tenha mostrado um desempenho melhor do que o esperado após os testes no Bahrein.
Remi Taffin, da Renault, sabe que a montadora francesa ainda tem um longo caminho a percorrer (Foto: Getty Images)
O chefe das operações de pista da Renault, Remi Taffin, reconhece que há uma diferença ainda grande, mas insiste que a montadora francesa tem tudo alinhado para diminuir a distância entre seus motores e os alemães.
 
"É justo dizer que estamos atrás da Mercedes em retas. Isso é óbvio. É difícil cravar que a diferença é de um segundo, mas certamente não é um décimo ou um centésimo. Sabemos a nossa distância para eles e o que podemos atingir na próxima corrida para igualarmos", disse Taffin. 
 
"Na unidade de potência que usamos, já temos os componentes necessários para buscar a recuperação; é apenas uma questão de otimizar e utilizar tudo na máxima força. Temos que reforçar a confiabilidade e consertar a forma como usamos em via de fazê-lo funcionar", encerrou.
 
O dirigente disse que a montadora tirou lições do GP da Austrália, onde, apesar de boas surpresas, como o desempenho de Ricciardo e dos carros da Toro Rosso, problemas como a unidade de potência da Renault, que acabaram com as corridas de Sebastian Vettel e de ambas as Lotus, por exemplo, são coisas negativas, mas não insolúveis.
 
"Foi como se fizéssemos quatro dias de testes em uma tarde. Vamos refletir nisso para voltarmos mais fortes já em Sepang. Diria que metade dos carros se saíram bem na corrida, mas não no nível que esperávamos. Ainda temos um caminho a percorrer", seguiu.
 
"Podemos mexer com nosso motor, mas há uma parte ruim, claro, com o número de carros que não chegaram ao final devido a problemas em nossa parte. Porém não é o tipo de problema que não consigamos resolver", encerrou.
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