Chefe da Ferrari evita apontar culpados por queda de ritmo, mas cobra “trabalho melhor”

Chefe da Ferrari, Fred Vasseur saiu do GP da China descontente com a queda de ritmo entre a sprint e a corrida e cobrou que a equipe faça um trabalho melhor com os pneus

Chefe da Ferrari, Fred Vasseur saiu do GP da China de domingo (23) descontente com a queda de ritmo de um dia para o outro. O dirigente apontou que, mesmo com a asa dianteira danificada, Charles Leclerc teve um ritmo que definiu como “encorajador”, mas Lewis Hamilton teve um dia muito mais difícil.

A Ferrari viveu um sábado positivo em Xangai, já que Hamilton faturou a pole a vitória na corrida sprint. No domingo, porém, o britânico não conseguiu o mesmo desempenho e recebeu a bandeirada apenas na sexta colocação, 2s170 atrás de Leclerc, que foi o quinto.

Horas após o fim da corrida, porém, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) desclassificou as duas Ferrari. Hamilton perdeu o sexto lugar por causa de um desgaste excessivo na prancha do assoalho. Leclerc, por sua vez, estava 1 kg abaixo do peso exigido pelo regulamento.

A desclassificação, contudo, não foi a única decepção da Ferrari. A queda de ritmo deixou Vasseur incomodado.

Vasseur saiu descontente com ritmo da Ferrari na China (Foto: AFP)

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“Hoje foi um dia difícil”, resumiu Vasseur em entrevista à emissora inglesa Sky Sports F1. “É muito estranho, pois, de um lado da garagem, com um dano na asa dianteira, o ritmo que tínhamos era bom e encorajador, mas para Lewis foi muito mais difícil”, reconheceu.

“Ontem, teve uma gestão de pneus muito, muito boa. Hoje, estamos lutando muito mais com o ritmo”, reconheceu. “É difícil de entender e ler, mas também podemos ficar com o positivo, com o ritmo que Charles tinha, mesmo com o dano na asa dianteira”, ponderou.

Vasseur evitou apontar responsabilidades, mas cobrou um trabalho melhor. O dirigente citou o desempenho de Max Verstappen e avaliou que a equipe precisa entender que todos têm os mesmos pneus.

“Não quero culpar nada e nem ninguém, mas temos de fazer um trabalho melhor”, pregou o dirigente. “Temos de entender que todos têm os mesmos pneus, mas sempre está no limite”, seguiu.

“Vimos, inclusive durante a corrida, que às vezes Max lutava e voltava e aí lutava. Quando você não está na janela correta, é muito mais difícil”, encerrou.

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