Chefe garante que Mercedes “não vai deixar pedra sobre pedra” até igualar desempenho da Ferrari

Chefão da Mercedes, Toto Wolff deixou claro que a equipe alemã vai trabalhar dia e noite para alcançar o mesmo nível de potência e qualidade do carro da Ferrari nesta segunda parte da temporada. Embora esteja liderando o campeonato, o austríaco não baixa a guarda

Embora esteja liderando tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores, a Mercedes não está satisfeita e sabe que tem na Ferrari uma rival perigosa. A equipe italiana deu um salto técnico enorme em 2018. Aperfeiçoou o que já era muito bom no carro do ano passado – como a qualidade de cuidar dos pneus e de se adaptar mais facilmente aos compostos mais macios -, mas também trabalhou firme no chassi e no motor. A unidade de potência, inclusive, é apontada como o principal fator no crescimento do time nesta temporada. E falando sobre a força da concorrente, Toto Wolff, chefão da esquadra alemã, admitiu o passo à frente dos vermelhos, mas garantiu que seus funcionários não estão parados esperando o que vai acontecer. O dirigente assegurou que vai até o fim para anular a vantagem da adversária. 
 
A Mercedes dominou as quatro últimas temporadas da F1, baseada em um carro mais eficiente e em um motor potente e confiável. Mas a Ferrari foi capaz de fechar essa lacuna, o que deixou os prateados apreensivos. "Acredito que é bom estar em uma situação em que você não é o desafiante. Desde 2013, não somos mais os desafiantes", afirmou o austríaco aos jornalistas, incluindo o GRANDE PRÊMIO, após a vitória de Lewis Hamilton na Hungria.
 
"É tão difícil definir o ponto de referência. Basicamente, você corre com uma cruz nas costas. Agora, sabemos qual é o nível de desempenho da Ferrari, a gente a vê todos os dias na pista, e isso é algo novo e estamos muito motivados a alcançar."
Toto Wolff (Foto: Mercedes)

"E não vamos descansar até que tenhamos feito isso", acrescentou.

 
Wolff, entretanto, reconheceu que ainda não sabe como a Ferrari obteve essa performance extra, mesmo dentro de um regulamento limitado e de poucas mudanças nos últimos anos. "É muito complexo e nada simples."
 
"Devido à maturidade do regulamento, é muito complicado extrair mais desempenho sem prejudicar a confiabilidade. E isso pode acabar provocando um abandono, por exemplo. É difícil tirar mais performance no nível que precisamos, por isso é um desafio enorme", contou.
 
As duas rivais têm ainda novos pacotes de atualização para a segunda parte da temporada. E questionado se a Mercedes terá condição de atingir o nível da Ferrari, o austríaco respondeu: "Não vamos deixar pedra sobre pedra para igualar a Ferrari. Preferimos arder em chamas do que não atingir esse objetivo".
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