Horner diz que Red Bull foi “privilégio da vida”, mas assume “choque” por demissão
Agora ex-chefe da Red Bull, Christian Horner lembrou o início difícil com a equipe na Fórmula 1 e admitiu que não esperava ser demitido nesta quarta-feira (9)
Em um discurso classificado como “emocionante” e “de partir o coração”, Christian Horner se encontrou com os colaboradores da Red Bull na fábrica em Milton Keynes na manhã desta quarta-feira (9) para se despedir. Demitido da função de chefe da equipe, o dirigente falou de gratidão e lembrou o início difícil na Fórmula 1, quando trabalhavam em “dois prédios caindo aos pedaços” antes de se tornarem uma das grandes potencias da categoria.
Após uma temporada praticamente perfeita em 2023, em que venceu 21 das 22 corridas, a escuderia dos energéticos enfrentou uma série de problemas em 2024. Embora tenha começado a campanha com resultados positivos, a estrutura do time ficou abalada depois de uma funcionária acusar o agora ex-chefe de “comportamento inapropriado”. Após uma investigação, o britânico de 51 anos foi mantido no poder, mas toda a situação já havia criado uma série de problemas internos.
Além dos conflitos entre Horner e Helmut Marko, consultor desde 2005, e as constantes discussões com Jos Verstappen, pai do principal piloto do time, os taurinos ainda viram nomes importantes partirem, como Adrian Newey, Jonathan Wheatley, Lee Stevenson e outros. A falta de desempenho em 2025 também fez a Red Bull temer a saída de Max Verstappen, que vem sendo procurado principalmente por Toto Wolff, chefe da Mercedes, para uma vaga já no próximo campeonato.
“Ontem fui informado pela Red Bull que, a partir deste encontro, não estarei mais envolvido operacionalmente com os negócios ou com a equipe. Continuarei empregado pela empresa, mas, operacionalmente, o bastão será passado adiante”, começou Horner, que viu Laurent Mekies, chefe da Racing Bulls, ser escolhido para assumir a posição.

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“E, obviamente, isso foi um choque para mim. Mas tive tempo para refletir nas últimas 12 horas, e quis me colocar diante de todos vocês para dar essa notícia e expressar minha gratidão a cada um dos membros da equipe que se dedicou tanto durante esses 20 anos e meio em que estive aqui”, continuou.
“Quando cheguei há 20 anos, com alguns fios de cabelo branco a menos, entrei na equipe sem saber o que esperar, mas fui imediatamente acolhido. E a partir de dois prédios caindo aos pedaços, começamos a construir o que se tornaria uma potência na F1. Ver e fazer parte dessa equipe foi o maior privilégio da minha vida”, concluiu o ex-chefe da Red Bull.
Na esteira da saída do britânico, os taurinos ainda viram Paul Smith, diretor de comunicação e mídias sociais, e Oliver Hughes, diretor de marketing e comercial do grupo, deixarem as respectivas funções. Os dois dirigentes eram conhecidos por serem apoiadores de Christian.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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