Coluna Apex, por Andre Jung: O herdeiro

Acho que ainda estou devendo um reconhecimento da grandeza do inglês, primeiro negro a vencer na F1, e, ao meu ver, em que pese os quatro títulos de Sebastian Vettel, o maior piloto do Mundial na última década

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A coluna Apex acompanha a carreira de Lewis Hamilton na F1 desde a primeira temporada do inglês, quando impressionou o mundo ao desafiar Fernando Alonso dentro da mesma equipe. Foram inúmeras vitórias, três títulos mundiais e 65 pole-positions. Acho que ainda estou devendo um reconhecimento da grandeza do inglês, primeiro negro a vencer na F1. Ao meu ver, apesar dos quatro títulos de Sebastian Vettel, o britânico é o maior piloto do Mundial na última década.

 
No Canadá, Lewis conquistou a primeira vitória de sua carreira – exatos dez anos atrás -, o que selou uma relação especial do inglês com esse traçado veloz e de poucas áreas de escape. Acabou por vencer mais cinco vezes, sempre com uma performance dominadora.
 
No último sábado, teve uma de suas maiores atuações em um treino de classificação, reservando ao circuito Gilles Villeneuve tornar-se o local onde o fora de série inglês igualou o número de pole-positions do piloto em que ele se espelhou, aquele a quem, sempre que pode, faz questão de demonstrar imensa admiração.
Ilustração: Marta Oliveira e Ciro Cozzolino

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A emoção ao receber o presente com que a família Senna o homenageou pelo feito foi bastante tocante. Em Mônaco, essa “surpresa" já estava na gaveta, lá com o capacete original de Ayrton, que por razões de custos com seguro, permaneceu na Europa, onde em breve será trocado pela réplica que Lewis recebeu em Montreal.

 
Fez duas voltas espetaculares, culminando com folgados 0s3 para Sebastian Vettel, exibindo uma velocidade e precisão, que nos fizeram recordar as performances de Senna nas manhãs de sábado.
 
A vitória também foi indiscutível, embora Vettel tenha sido alijado de uma disputa franca pelo incidente na primeira curva que o colocou em 'modo recuperação' pelo resto da corrida. Dessa vez coube ao alemão limitar o prejuízo, o que conseguiu bravamente ao terminar em quarto lugar na primeira prova do ano em que não foi primeiro ou segundo colocado.
 
Max Verstappen voltou a impressionar na largada, encontrando um atalho para sair na segunda posição após a primeira curva, e assim permanecer até uma falha na bateria o deixar na mão, mais uma vez.
 
Dessa forma, Daniel Ricciardo conseguiu outro pódio no Canadá, seu terceiro consecutivo, o que foi conquistado através de um perfeito manejo dos pneus supermacios com que teve de correr dois terços da prova.
 
Não acredito que Ocon passaria Daniel, mas essa dúvida não teremos como sanar. O fato é que o jovem francês foi bastante arrojado e já incomoda o sempre veloz Sergio Pérez, que ainda aguarda uma chamada da equipe por conta da reiterada desobediência ao não ceder a posição para o companheiro melhor calçado.
 
Esteban fez um primeiro stint bem longo e com pneus mais novos chegou rapidamente em Peréz, talvez se não tivesse clamado tanto por uma ordem de equipe, e tivesse partido logo para cima do companheiro de equipe, conseguisse superá-lo, garantindo uma condição melhor para se defender de Vettel na parte final da prova.
 
Com uma carro praticamente inquebrável, e dois pilotos muito competitivos, a Force India deu um sólido passo adiante em 2017, e o quarto lugar no campeonato de Construtores já parece garantido, com apenas sete corridas realizadas.
 
Felipe Massa não teve culpa no acidente, porém, só foi atropelado por Carlos Sainz porque fez uma péssima largada, definitivamente Montreal não traz fortuna ao piloto da Williams, que de todo modo assistiu Lance Stroll levar seu carro até o final e marcar pontos pela primeira vez, logo na sua prova doméstica.
 
Enquanto isso…
 
… a Mclaren prepara o desembarque da Honda, um final melancólico para uma parceria que foi o terror dos adversários na virada dos anos 1980 para os 1990…
 
… houve ainda o fracasso do projeto de equipe própria, que culminou com o mico da saída precipitada, justo no ano em que Ross Brawn fez um chassi insuperável …
 
… vão de Sauber em 2018, a plataforma possível para tentar mostrar que, apesar da demora em fazer seu projeto funcionar, ainda conseguem acompanhar o ritmo da F1.
PADDOCK GP # TEM PRESENÇA DE ALEX BARROS

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