Com carro com potencial para pódio, McLaren admite atraso no trabalho de adaptação ao motor Renault

Diretor de corridas da McLaren, Éric Boullier admitiu que a decisão da equipe inglesa em mudar o fabricante de motor para 2018 veio “duas semanas mais tarde do que o programado”, mas que o atraso já está quase recuperado em termos de desenvolvimento do conjunto carro-unidade de potência. Para a próxima temporada, a esquadra firmou acordo com a Renault

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A McLaren seguiu o discurso da Honda e garantiu que o fim do acordo foi feito sem ressentimentos e "da forma mais profissional possível". Agora, a equipe inglesa se prepara para a parceria com a Renault a partir de 2018 e admite que a decisão de mudar o fornecedor de motores veio um pouco tarde na temporada e que o desenvolvimento do carro corre contra o tempo para uma melhor adaptação à unidade francesa. Ainda assim, os homens de Woking mostram confiança, apesar de uma boa dose de cautela.

 
Falando ao site oficial da F1, Éric Boullier – diretor de corridas do time britânico – fez uma análise do último ano do vínculo com a Honda e também já projeta o trabalho com a Renault. Para o dirigente, o grande passo adiante feito pela McLaren em 2017 foi com relação ao chassi. Para Boullier, a esquadra já possui um carro que pode brigar por pódio.
Stoffel Vandoorne Éric Boullier durante a etapa de Sóchi (Foto: Charles Coates/McLaren)

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"Quando você vê o que alcançamos em termos de desempenho do carro – da evolução do chassi -, posso dizer que temos de condições de voltar ao pódio, ao topo. E isso, para mim, já é uma grande recompensa", afirmou o francês, que insistiu que a linha de trabalho vai seguir a mesma em 2018.

 
"É preciso adaptar e ajustar o carro ao motor, mas a estrutura vai ser a mesma. Temos um conceito inteligente, então acho que não será um grande drama. Apenas acho que tomamos a decisão de mudar o fabricante de motor duas semanas mais tarde do que estava nos nossos planos, mas estamos quase recuperando essas duas semanas", completou.
 
Sobre o novo relacionamento com a Renault, Boullier não abriu mão da cautela. "Nós vivemos uma lua de mel com a Honda e aprendemos com isso. Aprendi o perigo disso. Mas, como em qualquer início de relacionamento, é preciso tentar conhecer bem o parceiro. Estamos nessa fase agora, de se conhecer melhor. Estamos construindo uma parceria. E apenas quero garantir que essa lua de mel dure mais do que a última", brincou o dirigente.
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