Com custos controlados, disputa entre fabricantes de pneus deixa de ser “guerra”. E isso é possível na F1, diz Michelin

Segundo Pascal Couasnon, diretor de esportes a motor da Michelin, a F1 poderia voltar a ter uma batalha entre fornecedoras de pneus, uma vez que os custos são mais controlados, diferente do que era há quase dez anos, quando a fabricante francesa deixou o Mundial

Se dependesse da Michelin, a F1 voltaria a ter uma disputa entre fornecedora de pneus muito em breve. Na visão de Pascal Couasnon, diretor de esportes a motor da fábrica francesa, hoje os tempos são outros no esporte. A FIA se opõe à ideia de uma guerra de pneus por acreditar que os custos dariam um grande salto, mas a Michelin entende que os gastos estão mais controlados em relação à década passada, quando a fornecedora equipou muitos times do grid.

Além da Michelin, a outra fornecedora que se inscreveu para o processo seletivo da FIA para buscar a nova fabricante de pneus da F1 entre 2017 e 2019 foi a Pirelli, que entrega os pneus à categoria desde 2011. Em entrevista ao site ‘Motorsport.com’, Couasnon torce para que os dirigentes que regem o automobilismo mundial escolham a fábrica francesa.

Michelin pode retornar à F1 em 2014 (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

“Adoraria. Gostaria muito que houvesse um grande grito de alegria em Clermont-Ferrand”, declarou o francês.

Pascal não vê problemas em ter uma nova batalha entre fábricas de pneus, mas prefere não falar em ‘guerra’. “Poderia ser mais caro do que se você estivesse lá sozinho, mas os tempos são muito diferentes em relação a 2005 e 2006. Há um número limitado de dias de testes hoje, então isso limita um pouco o custo”, disse.

“Hoje as equipes também estão gastando mais tempo tentando entender o pneu, tentando usá-lo melhor, então eles vão gastar mais dinheiro se tivéssemos dois [fornecedores de] pneus? Creio que não.”

“Em corridas de turismo, a Michelin e a Dunlop estão lá. Ok, é algo aberto, mas os custos são muito bem controlados. Diria que seria possível ter uma competição de pneus. Não vou dizer ‘guerra’ porque quando você fala sobre ‘guerra’, você está falando sobre uma enormidade de custos. Mas com custos controlados, para uma boa batalha, isso é possível”, explicou.

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