Com dois pontos e sem dinheiro no bolso, Nasr estende agonia da temporada 2016 para sequência da carreira na F1

O que será de Felipe Nasr, o cara que deu o décimo lugar e preciosos milhões à Sauber? O que se sabe até agora é que a temporada 2016 ainda não terminou para o piloto que espera a definição da vaga da Mercedes para ver se lhe sobra alguma migalha. O sofrimento de um futuro nebuloso está no mesmo patamar do ano que teve nas pistas

 

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Os dois pontos e a comemoração merecida de Felipe Nasr no GP do Brasil de mês atrás pouco ou nada comoveram a Sauber. A questão não eram os milhões salvos pelo décimo lugar no Mundial de Construtores, mas aqueles que o piloto não deve conseguir para garantir seu lugar por uma terceira temporada seguido. É isso que faz do fim do ano de Nasr uma prolongação de seu 2016 nas pistas: uma agonia.

 
O segundo campeonato de Felipe na F1 foi bem aquém do primeiro. Com um carro mal nascido e pouco desenvolvido, vítima de uma situação financeira delicada e quase falimentar, mostrar qualidades e atributos era praticamente impossível. Por outro lado, poderia evidenciar algumas fraquezas ou lados a serem trabalhados. Nasr admitiu só agora que precisa se focar mais em ritmo de classificação. Foi comum vê-lo atrás de Marcus Ericsson, que não é nenhum ás do esporte, no grid e nas corridas.
 
No meio do ano, a Sauber se arranjou na vida com a chegada do fundo suíço Longbow Finance. Mesmo assim, a situação continuou a de pedinte: o discurso de ter uma dupla que contribuísse com patrocínios para o ano que vem surgiu ainda na época em que se encontrava atrás da Manor na classificação. Não era um cenário que agradava ao brasileiro, que tentou ciscar algo na Renault e, dizem por aí, na Force India. E no fim das contas e das provas, a realidade de só ter a Sauber como sequência na carreira foi ficando escancarada.
Felipe Nasr não sabe para onde vai em 2017 (Foto: Sauber)
Acontece que o principal apoiador da carreira de Nasr foi passando por mudanças internas resultantes do novo governo do país. Os incalculáveis milhões que eram depositados na conta do time suíço, 30 ou 40, teriam de sofrer grande corte. O Banco do Brasil, apesar de lucrar bilhões, registrou uma queda significativa nos últimos meses. Aí decidiram cortar o aporte. Era tarde demais para Felipe correr atrás de algo significativo.
 
Ainda assim, a Sauber não seguiu o que pretendia e ficou sem anunciar quem será o companheiro de Ericsson. Sem ter qualquer vínculo com a Mercedes, ouvia o chefe desta, Toto Wolff, para ter ali Pascal Wehrlein, o homem que deu o único ponto do ano na Manor e que havia sofrido um revés similar: ver o companheiro Esteban Ocon ser promovido à Force India. Surgiu, então, a bomba do ano: o recém-campeão Nico Rosberg anunciando a pendura do capacete.
 
A F1 se perdeu nas milhares de conexões que foram feitas para o novo desenho do grid de 2017. O quase-morto Nasr ganhou um respiro. Porque ele se encaixava em algumas situações como beneficiário, no primeiro destes movimentos, por exemplo. Wehrlein era a escolha óbvia da Mercedes, e sem este no caminho, a Sauber voltava a figurar como opção forte. Mas, pobre Wehrlein, parece que é um piloto de péssimo calibre – e está longe disso. Fosse Wehrlein, a Mercedes já o teria anunciado ao lado de Lewis Hamilton. Do que tem à disposição, o foco está em Valtteri Bottas. Nasr, aí, teria alguma chance na Williams.
Felipe Nasr na Williams? (Foto: Beto Issa)
Só que, ao que parece, a F1 tem a mesma impressão de Nasr que a Mercedes tem de Wehrlein. O ‘L’Équipe’ soltou ontem que Felipe Massa está em “conversas avançadas” para desfazer sua aposentadoria e ocupar o lugar de Bottas caso este seja a solução da Mercedes. Que avisou que não anuncia seu novo piloto no fim do ano.
 
Enquanto isso, Nasr tenta uma última cartada no Banco do Brasil. Poucos milhões são melhor que nada, e vai que Sauber ou Williams se interessem. Fato é que, sem juízo de valor, as equipes não lembram de Felipe por sua capacidade. É isso que lhe deve doer. Tanto quanto cada prova que disputou fora de Interlagos neste ano.  
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