Com meta de “vencer na F1”, Ocon garante fidelidade à Mercedes: “Única coisa boa que tenho”
Na iminência de ficar fora do grid da F1 na próxima temporada, Esteban Ocon deixa claro que, por enquanto, um retorno ao DTM ou uma ida à Indy estão fora de cogitação. No momento, a única coisa que o motiva é seguir no grid e continuar lado a lado com a Mercedes
Esteban Ocon já parece conformado com a possibilidade, cada vez mais real, de ficar fora do grid do Mundial de F1 na próxima temporada. O talentoso piloto francês está na iminência de perder a vaga na Racing Point Force India para Lance Stroll, cujo pai lidera o consórcio que adquiriu o controle da equipe de Silverstone em agosto. Esteban, contudo, deixa claro que não pretende desbravar novos horizontes em 2019 e que seu pensamento segue sendo triunfar na F1 ao lado da Mercedes.
Em entrevista ao site britânico ‘Crash.net’, Ocon foi perguntado se precisa adquirir mais experiência na categoria antes de dar o próximo passo rumo a uma equipe maior, como a Mercedes, no futuro próximo. O francês foi enfático e deixou claro que se sente pronto. Por isso, descarta, no momento, voltar ao DTM ou cruzar o Atlântico para correr na Indy.

Esteban Ocon se mostra tranquilo sobre seu futuro na F1 (Foto: Racing Point Force India)
“Não acho, não. Você nunca sabe o que pode acontecer no futuro, ainda que tivesse estado nesta situação de espera no passado, era diferente porque não havia testado um F1 antes, não havia corrido, não havia pilotado e tampouco estava pronto”, comentou Esteban.
“O DTM foi muito, muito útil para mim e me preparou bem para a F1. Sinto que já estou pronto e que não preciso de mais experiência, acho que tenho o bastante”, avaliou o 11º colocado no Mundial de Pilotos, empatado em 47 pontos com o atual companheiro de equipe, Sergio Pérez.
Ocon elogiou a Indy, mas entende que ainda não é o momento de correr nos Estados Unidos. “Acho que a Indy é incrível, mas foco apenas na F1, esse é meu único objetivo, vencer na F1, o resto não conta”, declarou o piloto.
Por fim, o jovem de 22 anos foi questionado sobre seu vínculo com a Mercedes. Recentemente, Helmut Marko, consultor da Red Bull, disse que há um cockpit vago na Toro Rosso, mas condicionou uma futura negociação com Esteban ao fim da sua aliança com a Mercedes. Algo que o piloto descarta por completo.
“Nada é garantido nesta vida, mas eles nunca me deixariam ir e sempre vão buscar a melhor solução para mim. Agora mesmo, é a única coisa boa que eu tenho. Vou trabalhar duro, mais do que nunca. A única coisa boa que eu tenho agora é o apoio da Mercedes”, finalizou.
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