“É como vender a alma”: Verstappen detona ‘regra papaia’ da McLaren na F1

Max Verstappen voltou a criticar as ordens de equipe da McLaren, disse que jamais obedeceria sem motivo claro e citou caso envolvendo Oscar Piastri e Lando Norris no GP da Itália

Max Verstappen voltou a criticar publicamente as chamadas “regras papaia” da McLaren na Fórmula 1. O neerlandês da Red Bull afirmou que jamais aceitaria cumprir ordens de equipe sem justificativa clara. Para ele, obedecer a esse tipo de determinação é “vender a alma”, já que representa abrir mão da própria autonomia como piloto.

O tema foi muito debatido ao longo da temporada passada, quando a McLaren optou por dar igualdade de condições a Lando Norris e Oscar Piastri na disputa pelo Mundial de Pilotos. Apesar das muitas críticas, a equipe britânica bateu o pé e manteve a decisão até a etapa derradeira do campeonato.

Mas a política de igualdade não significa que não houve ordens de equipe. O momento mais controverso aconteceu no GP da Itália. Na ocasião, Norris vinha no segundo lugar, mas foi ultrapassado por Piastri graças a um pit-stop lento da McLaren. Nas voltas seguintes, o australiano foi instruído a devolver a posição, já que havia sido conquistada por um erro do time, não por uma ultrapassagem na pista.

Na ocasião, o time de Woking sofreu muitas críticas por suposto favorecimento a Norris, e o próprio Verstappen já havia demonstrado surpresa com a decisão. Agora, em entrevista ao jornal suíço Blick, o neerlandês foi ainda mais contundente ao comentar se aceitaria uma situação semelhante.

Norris, Verstappen e Piastri brigaram pelo Mundial de Pilotos até o GP de Abu Dhabi (Foto: Red Bull Racing)

“Definitivamente não aceitaria essa ordem da equipe. Se você faz isso uma vez sem um motivo claro, está vendendo a alma. A equipe passa a poder fazer o que quiser com você. E não podemos esquecer que Piastri estava no meio da disputa pelo título”, disse.

O episódio acabou sendo determinante para o campeonato. Se a diferença de 3 pontos entre o segundo e terceiro lugar não mudaria a situação em favor de Piastri, o cenário é diferente em relação a Verstappen. O tetracampeão terminou a temporada apenas dois pontos atrás de Norris. Ou seja, se o britânico tivesse terminado a prova em Monza na terceira posição, o título teria ficado com o piloto da Red Bull.

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