Companheiro na Sauber, Gutiérrez admite surpresa por ver Hülkenberg preterido pelas equipes grandes

Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus: todas elas mudaram de pilotos, mas nenhuma assinou contrato com Nico Hülkenberg para 2014, e o alemão retornará para a Force India. Esteban Gutiérrez disse que aprendeu muito com o colega em seu ano de estreia na F1

Nico Hülkenberg não ter conseguido um contrato com nenhuma das equipes grandes da F1 para 2014 é algo que vai contra o famoso ditado “a voz do povo é a voz de Deus”. O companheiro do alemão na Sauber em 2013, Esteban Gutiérrez, foi mais um a demonstrar seu apoio e dizer como ficou surpreso por ver que o colega deu mais um passo para o lado ao acertar o retorno para a Force India.

O piloto esteve bem próximo de fechar com a Lotus, mas as dificuldades financeiras da esquadra de Enstone obrigaram os dirigentes a fazer a opção pelo endinheirado venezuelano Pastor Maldonado.

Ferrari, McLaren e Red Bull também trocaram de pilotos, e a que esteve mais proxima de Hülk foi a escuderia de Maranello. Só que quando os dirigentes italianos viram a oportunidade de contar com Kimi Räikkönen, dispensaram Nico por SMS.

Gutiérrez disse que aprendeu bastante com Hülkenberg (Foto: Getty Images)

Gutiérrez falou que Hülkenberg é “um piloto muito bom, um dos melhores em ritmo de classificação e foi surpreendente vê-lo com dificuldades para conseguir uma vaga”.

“Mas sempre há uma razão por trás”, ponderou o jovem mexicano. “É difícil definir qual a razão, você precisa ser muito completo em vários sentidos, precisa ser forte na pista e em todos os sentidos. Na F1, você precisa considerar vários aspectos que provavelmente muitas pessoas não vão considerar.”

Novato em 2013, o piloto de Monterrey afirmou que encontrou em Hülkenberg uma ótima referência para se espelhar e poder crescer na categoria.

“Saber que ele é um piloto muito forte é algo que me dá muita confiança e me ajuda a melhorar. Isso me ajuda a trabalhar, e adquiri muitas habilidades que eu não tinha porque está sendo bastante competitivo com meu companheiro. Foi um desafio achar mais tempo de volta, mais complexidade e enteder coisas diferentes. Se fosse outro, talvez eu não tivesse encontrado isso”, elogiou.

Gutiérrez começou o ano bem mal, assim como a Sauber, mas conseguiu apresentar performances mais dignas no fim do ano, especialmente nas tomadas de tempos – ele chegou a disputar alguns Q3. A pontuação, porém, foi bem favorável a Hülkenberg: 51 a 6. O alemão ficou em décimo no Mundial de Pilotos, e o mexicano, em 16º.

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