Confira declarações dos pilotos após GP do Japão, 17ª etapa da F1 2019

Com Valtteri Bottas na dianteira e Sebastian Vettel e Lewis Hamilton ao lado dele no pódio, o GP do Japão não foi caótico como se esperava, mas teve bons momentos. A Mercedes conquistou o sexto título seguido do Mundial de Construtores

Foi Valtteri Bottas quem riu por último no GP do Japão deste domingo (13), em Suzuka, numa corrida recheada de mudanças de estratégias e erros de equipes e pilotos. Bottas largou de forma impecável, pulou de terceiro para a ponta e comandou boa parte da corrida. Como a Mercedes deu a ele a pir estratégia, recompensou na sequência ao parar Lewis Hamilton com 14 voltas para o fim. De qualquer forma, terceira vitória dele em 2019.
 
Sebastian Vettel segurou Hamilton, que vinha de pneus novos após a segunda parada nos boxes. A Mercedes acreditava na dobradinha, mas o braço de Vettel e o motor Ferrari evitaram que Lewis acompanhasse o companheiro. Hamilton conseguiu a volta mais rápida, ao menos.
 
Atrás dos dois, Alexander Albon fez o melhor resultado dele no ano de estreia na F1 – e em cinco corridas de Red Bull. Carlos Sainz foi, como de costume, o melhor do resto, e teve Daniel Ricciardo herdando a sexta posição algumas horas após o fim da prova. Quem impulsionou Ricciardo foi Charles Leclerc, que recebeu a bandeirada no sexto lugar, mas foi punido com 15s por causar um acidente com Max Verstappen na largada e não ir aos boxes tirar a asa que ficou danificada na sequência. 
 
Pierre Gasly, Sergio Pérez e Nico Hülkenberg pontuaram. A situação de Pérez é a mais curiosa: o mexicano bateu no começo da última volta, mas um erro grosseiro do sistema de cronometragem apontou o fim da corrida uma volta antes do que deveria. Com isso, Pérez ficou com o nono lugar e o acidente, como num passe de mágica, deixou de existir. 
 
Lance Stroll foi quem acabou prejudicado com a ressuscitação do companheiro. Ficou sem pontos, em 11º. Daniil Kvyat, Lando Norris, Kimi Räikkönen, Romain Grosjean e Antonio Giovinazzi terminaram uma volta atrás. Kevin Magnussen, George Russell e Robert Kubica ficaram com duas voltas de defasagem. Verstappen abandonou em decorrência da batida com Leclerc.
 
A Fórmula 1 agora viaja para uma trinca nos Américas. México no próximo dia 27, EUA em 3 de novembro e Brasil no dia 17 do próximo mês. 
A largada do GP do Japão (Foto: Mercedes)
Confira as declarações de cada piloto:
 
 
 
 
 
 
Daniel Ricciardo, sexto: “A equipe mereceu este resultado de hoje. Vínhamos com uma sequência um pouco frustrante recentemente sem marcar pontos, então terminar em sétimo hoje é excelente. Tivemos um problema na classificação com a traseira do carro, que os caras conseguiram consertar, o que explicava porque estávamos tão longe. Tivemos um bom ritmo na corrida e estávamos muito bem. Largar com os pneus médios funcionou a nosso favor e chegamos ao fim com algumas batalhas bem legais no pelotão. Foi bom executar uma boa estratégia, seguimos em frente e, no fim das contas, foi um sétimo lugar merecido e bastante confortável.”
 
Charles Leclerc (Foto: Ferrari)
Pierre Gasly, oitavo: “Estou muito feliz com o dia hoje. Comecei muito bem nesta manhã, passei para o Q3 e me classifiquei em nono. Não esperávamos ter chegado lá depois de uma preparação tão curta, já que perdi os TL1 e TL3. Fiquei a maior parte da corrida andando em sétimo e oitavo, já que a Renault e a Racing Point estavam pressionando muito. Tivemos um problema na suspensão no meio da corrida, o que deixou tudo complicado, então tive de dar tudo o que tinha dentro do carro para manter a posição. Tivemos algumas batalhas bem intensas, e queria muito chegar até o fim pela equipe, pela Honda e pelos fãs japoneses que vieram aqui torcer para nós. Estou bem satisfeito por marcar pontos para a equipe, especialmente no Japão, é muito especial. Podemos ficar satisfeitos com o dia e mal podemos esperar pelas corridas restantes.”
 
Sergio Pérez, nono: “Nosso ritmo na corrida foi melhor do que na classificação e estava mais confiante com o carro. Fiz uma boa largada, e a equipe fez um trabalho fantástico com a estratégia. Fizemos um segundo pit-stop para colocar pneus macios no fim da corrida e consegui voltar aos pontos. Houve uma confusão no fim porque a bandeira quadriculada foi acionada uma volta antes, então, quando foi acertado pelo Gasly a corrida já tinha acabado. Com pneus mais novos, estava muito mais rápido do que ele. Estava à frente dele e deixei espaço suficiente, então não havia necessidade do toque. Foi decepcionante terminar a corrida daquele jeito, com o carro avariado, mas ao menos conseguimos marcar alguns pontos para a equipe.”
 
Nico Hülkenberg, décimo: “Estou muito feliz pela equipe hoje, com os dois nos pontos. Lutamos de todas as formas, aceleramos muito e tudo acabou se encaixando. Foi uma recuperação incrível depois de uma classificação que não foi tão boa. Pessoalmente, fiz uma grande largada, passei vários carros na curva 1 e então segui em uma boa posição. A partir dali, foi uma luta. Todos nós estivemos no tráfego no segundo stint e, no fim, estava ficando muito apimentado, muito gostoso, com os pneus de todo mundo acabando. Foi bem divertido e estou satisfeito com o dia hoje.”
 
Lance Stroll, 11º: “Tivemos um bom primeiro stint andando de forma sólida no top-10, mas o principal problema hoje é que sofremos com os pneus nas voltas finais. Passei muito tempo da corrida atrás do Gasly, o que não foi bom para os meus pneus dianteiros, mas foi durante as últimas dez voltas que nós perdemos a aderência para conseguir segurar o oitavo lugar. Fizemos uma estratégia de uma parada, mas talvez duas paradas seria o caminho a seguir porque isso te dá uma grande vantagem no fim da corrida. Vimos isso com ‘Checo’. Tivemos uma boa posição de pista no começo da corrida, então tentamos seguir nos pontos. Não deu certo hoje e vamos analisar as coisas para entender onde nós podemos melhorar da próxima vez.”
 
Daniil Kvyat, 12º: “A manhã estava correndo tudo bem até a última volta da minha classificação. Não sei por que estava tão lento na última curva, o carro estava bem diferente da sexta-feira. As condições eram muito diferentes, mas nós todos tivemos de lidar com isso da mesma forma. Largando de 14º não foi o ideal e sabíamos que seria complicado. Sinto que a corrida em si foi forte, e mesmo que tivesse perdido algumas posições na largada, a partir de então fiz uma recuperação sólida. Foi uma pena não ter marcado pontos porque o ritmo foi muito bom. Precisamos trabalhar para melhorar nossa classificação.”
 
Lando Norris, 13º: “Foi um dia frustrante. Fiz uma largada muito boa e consegui ficar por fora em relação a alguns pilotos na curva 1. Então houve um incidente à minha frente, alguns detritos e os caras rodando. Tive de andar devagar, infelizmente, e perdi uma ou duas posições, mas acho que estava em sexto. No caos, peguei alguns detritos nos freios, o que me fez ir para os boxes muito cedo. Fiz o que pude, mas acabei lutando sempre com os pneus e não consegui evoluir o suficiente para reagir. Algumas coisas positivas, outras negativas, mas foram bons pontos do Carlos para a equipe.”
 
Kimi Räikkönen, 14º: “É um desfecho decepcionante do nosso fim de semana. Nós sempre fizemos o possível para levar um bom resultado para casa e, no fim, o carro estava muito bom com o último jogo de pneus. Estávamos rodando 3, 4s mais rápidos do que no começo da corrida, mas infelizmente tínhamos perdido muito tempo e nossa tarde ficou comprometida. Não pudemos encontrar um bom equilíbrio nos dois stints com os pneus médios e duros, eles simplesmente não funcionaram e não tivemos a dianteira do carro. Temos de analisar os dados e ver o que aconteceu, descobrir o que temos de corrigir para então poder ter, de forma consistente, a performance que nós tivemos na parte final da corrida.”
Antonio Giovinazzi (Foto: Alfa Romeo)
Romain Grosjean, 15º: “Não foi tão bem como nós gostaríamos. A largada foi horrível, não sei por que. Estava atrás de Kevin Magnussen na curva 1, de modo que isso demonstra o quão mal eu fui. A partir daí foi difícil nos recuperarmos. Tentamos acelerar, colocamos o pneu duro para tentar fazer uma corrida de apenas uma parada. Sinceramente, fiz duas ultrapassagens muito boas, em cima do Russell e do Giovinazzi. Esses foram os melhores momentos da minha corrida. Depois disso, me dediquei a administrar os meus pneus. Simplesmente não tivemos uma corrida tranquila, o que é uma pena. Vamos continuar trabalhando e ver se a próxima corrida vai ser boa para nós.”
 
Antonio Giovinazzi, 16º: “Foi um fim de semana difícil para nós. As condições não foram as ideais com o vento, mas, no fim das contas, foi o mesmo para todo mundo, então precisamos focar no nosso trabalho. Nosso ritmo foi melhor na classificação do que na corrida na comparação com nossos rivais e temos de entender o motivo. O potencial do carro está lá, mas nós temos de trabalhar para melhorar para as últimas corridas e fazer o melhor trabalho possível no restante da temporada.”
 
Kevin Magnussen, 17º: “Larguei em 12º e estava bem, mas depois a situação mudou. A situação com os pneus foi horrível e, quando buscamos avançar, não foi como nas corridas anteriores. Depois de ter encaixado tudo, de ter conseguido largar em uma boa posição, teria de ter finalizado em uma posição melhor. Simplesmente não conseguimos hoje.”
 
George Russell, 18º: “Foi uma corrida incrivelmente complicada para nós. Tivemos alguns problemas nos freios, o que tornou as coisas bem difíceis. Definitivamente, foi uma das corridas mais difíceis da temporada. É um misto de sentimentos, mas posso ficar satisfeito. Acordei nesta manhã me sentindo renovado e fiz o trabalho.”
 
Robert Kubica, 19º: “Os caras fizeram um trabalho incrível para deixar o carro pronto, eles são um ótimo grupo de pessoas. Adorei o trabalho deles, não apenas hoje, mas ao longo da temporada. Não é um esporte fácil, especialmente nestas condições. A corrida foi difícil, como nós esperávamos e, no geral, foi um domingo bem decepcionante.”
 

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