Consultor da Red Bull pede multa pesada para Ferrari: “90 milhões seria pouco”

Helmut Marko, consultor da Red Bull, não quer saber de punições brandas para a Ferrari, caso se confirme irregularidades no carro de 2019. O dirigente criticou também a FIA, acusada de colocar panos quentes sobre o caso

O mais novo escândalo da Fórmula 1, o acordo secreto entre FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e Ferrari, segue causando inquietação aos rivais. Com a equipe italiana acusada de competir com irregularidades no motor em 2019 e a federação supostamente acobertando o caso, os times queixosos se unem em busca de punição pesada. E bota pesada nisso: o consultor da Red Bull, Helmut Marko, acredita que mesmo uma multa de 20 milhões de dólares (90 milhões de reais) ainda sairia barato para a escuderia de Maranello.
 
“Estamos falando de ao menos uma dezena de milhões a menos por terminar em terceiro e não em segundo”, disse Marko, fazendo referência a terminar o Mundial atrás da Ferrari, em entrevista à revista ‘Auto Motor und Sport’. “Não é só a questão da distribuição da premiação, é um fato que afeta nossos contratos de patrocínio também. Se eles realmente trapacearam, 10 ou 20 milhões [de multa] seria muito pouco. O comportamento da FIA é o verdadeiro escândalo, na verdade. O que deveríamos ter feito é dizer para o Christian Horner entrar com um processo pelos 24 milhões de dólares (110 milhões de reais)”, seguiu, citando a diferença exata entre a premiação do segundo e do terceiro.
Helmut Marko não mediu palavras ao falar sobre o caso FIA-Ferrari (Foto: Red Bull)

A indignação da Red Bull é compartilhada por outras seis equipes do grid, que assinaram um comunicado conjunto repudiando a ação da FIA e cobrando informações mais claras. O documento define como “chocante” a forma com que a federação abordou a investigação da Ferrari. De quebra, fica ainda o temor de que aquilo que deveria ser a punição – forçar a escuderia italiana a ajudar no estudo de combustíveis alternativos – acabe sendo na verdade um benefício.

 
“Se a Ferrari agora fizer pesquisas de combustíveis alternativos com a FIA, isso os dá uma vantagem de experiência sobre os demais”, encerrou Marko.

O caso ainda se desenrola nos bastidores, sem sinais de desfecho pela frente. Enquanto FIA e Ferrari ficam no centro das atenções, a F1 se prepara para iniciar a temporada 2020 em menos de duas semanas, no GP da Austrália de 15 de março.
 

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