Consultor, Prost diz que Renault “não está triste” com fim de fornecimento de motores para Red Bull

Alain Prost nem lamenta que a parceria entre Renault e Red Bull esteja apenas uma semana distante de terminar. O francês apontou que a equipe da marca de energéticos peca por “sempre ir um passo além do que devia” nas críticas

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A Renault vai colocar um ponto final em sua história na F1 em Abu Dhabi – a relação com a Red Bull, que rendeu quatro títulos, chega ao fim após uma década. Mas parece que ninguém está muito chateado com isso: Alain Prost, consultor da marca francesa, reconheceu que “não está triste” por deixar para trás uma parceria que se tornou turbulenta.
 
Isso porque a Red Bull nunca escondeu a decepção com a qualidade dos motores Renault, criticados por não ter a potência ou confiabilidade necessárias para brigar de igual para igual com Mercedes e Ferrari por vitórias.
 
“No fim das contas, nós não estamos tristes com o fim dessa parceria, para ser sincero”, disse Prost, perguntado pelo jornal francês ‘L’Équipe’. “Eu mantenho uma boa relação, mesmo que sempre critique a forma com que eles se comunicam. Eles sempre vão um passo além do que deviam e sabem disso”, apontou.
A parceria entre Renault e Red Bull termina ao fim de 2018 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

A frustração com a Renault fez a Red Bull tomar outro rumo. A equipe dos energéticos assinou com a Honda para 2019, mostrando confiança nos avanços dos japoneses ao lado da Toro Rosso. Enquanto isso, a Renault concentra seus esforços exclusivamente no desenvolvimento da equipe de F1, hoje próxima de confirmar o quarto lugar no Mundial de Construtores.

 
De 2008 para cá, Red Bull e Renault conquistaram juntas 59 vitórias e 60 pole-positions na F1. A maior parte desses feitos veio no período entre 2010 e 2013, quanto Sebastian Vettel se mostrou dominante e alcançou quatro títulos consecutivos na F1.

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